Companhias aéreas da Europa debatem o adiamento das normas de combustíveis sustentáveis.

Diretrizes da União Europeia e o Setor Aéreo

Dirigentes das companhias aéreas europeias solicitaram à União Europeia (UE) que adie as medidas “inviáveis” de sua agenda verde durante uma reunião ocorrida na quinta-feira, 19. O apelo foi motivado pelo aumento das tarifas aéreas em decorrência do conflito no Oriente Médio. No entanto, a UE rejeitou prontamente qualquer proposta de adiamento, reafirmando que as metas climáticas estabelecidas continuam a ser cumpridas.

Apostolos Tzitzikostas, comissário europeu para transporte sustentável e turismo, afirmou à Reuters: "Temos um caminho que precisamos seguir. Continuamos com nossas metas e o setor precisa investir".

Pedidos do Setor Aéreo

Em virtude dos altos custos operacionais e da baixa oferta de combustível, o grupo de lobby A4E, que representa o setor aéreo, fez um pedido aos órgãos reguladores para revogar a obrigatoriedade do uso de combustível de aviação sustentável sintético (eSAF) a partir de 2030. Essa demanda foi confirmada por um relatório da Reuters.

Kenton Jarvis, CEO da easyJet, declarou em uma coletiva de imprensa: “Estamos pedindo que a implementação do eSAF seja adiada até que o sistema esteja efetivamente disponível”.

A Air France-KLM, Ryanair e outras grandes companhias aéreas têm criticado há anos a obrigatoriedade do uso de combustível verde. Elas argumentam que essa exigência impõe um ônus desproporcional às companhias aéreas europeias, favorecendo aquelas localizadas na Ásia e no Oriente Médio.

Necessidade de Mudança

Os defensores do combustível verde para aeronaves e grupos ambientais argumentam que a mudança é necessária para reduzir a dependência da indústria de petróleo. Matteo Mirolo, assessor especial do presidente-executivo da Arcadia eFuels, alertou: "Isso colocaria em risco nossa segurança energética futura apenas por causa de resultados trimestrais de curto prazo".

Impactos do Conflito no Oriente Médio

O conflito no Oriente Médio, que já se estende por três semanas, trouxe severas consequências ao setor de aviação. Voos estão sendo cancelados ou redirecionados por grandes distâncias, enquanto a maior parte do espaço aéreo sobre o Golfo permanece fechada devido ao temor de ataques com mísseis e drones.

Além disso, os preços dos combustíveis de aviação dispararam, elevando os custos operacionais das companhias. Na Europa, os preços dobraram, enquanto na Ásia, houve um incremento de quase 80% desde que os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã tiveram início no final de fevereiro.

Embora a maioria das companhias aéreas europeias conte com contratos de hedge de combustível, essa proteção está prestes a expirar nos próximos meses. Durante a cúpula anual em Bruxelas, os CEOs alertaram que a Europa não poderá escapar dos preços mais altos das passagens resultantes do aumento nos custos do petróleo.

Kenton Jarvis recomendou que os consumidores reservem seus voos com antecedência para evitar um aumento nos preços das passagens aéreas.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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