Compradores de petróleo analisam estoques e opções em meio ao conflito no Irã

Avaliação dos Estoques de Petróleo na Ásia

Os governos e refinarias da região asiática estão tomando medidas para avaliar a situação de seus estoques de petróleo, além de explorar rotas alternativas de transporte e suprimentos. Essa urgência se deve ao conflito em curso no Irã, que tem interrompido o transporte no importante Estreito de Ormuz. Existe uma expectativa de que os preços do petróleo apresentem um aumento quando as negociações forem restabelecidas na próxima segunda-feira.

Dependência do Oriente Médio

A Ásia é particularmente vulnerável a qualquer interrupção no fornecimento de petróleo proveniente do Oriente Médio. Aproximadamente metade do petróleo importado pela China, o maior consumidor global, e cerca de 90% do Japão vêm dessa região. O Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Irã e Omã, conecta o Golfo Pérsico ao Mar Arábico. Normalmente, por esse estreito transita uma quantidade de petróleo que representa cerca de 20% do consumo global, carregado por petroleiros oriundos de países como Arábia Saudita, Iraque, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar.

Suspensão de Operações

Em resposta ao atual cenário, empresas de navegação japonesas informaram que estão suspendendo suas operações ao longo do Estreito de Ormuz. Entretanto, o secretário-chefe do Gabinete japonês, Minoru Kihara, afirmou que Tóquio não recebeu notificações sobre impactos imediatos no abastecimento de petróleo do Japão.

Por outro lado, refinarias estatais na Índia começaram a buscar fontes alternativas de abastecimento. De acordo com dois funcionários do setor de refino que optaram por manter suas identidades em sigilo, a Índia, que ocupa a posição de segundo maior importador mundial de petróleo, está aumentando suas compras do Oriente Médio como forma de compensar a redução nas importações de petróleo russo.

Contato com Novos Fornecedores

Uma das fontes mencionou que "nossa equipe já está em contato com outros fornecedores" e acrescentou que as refinarias estatais indianas possuem reservas que garantem cerca de 20 dias de petróleo bruto e gás liquefeito de petróleo. Isso é considerado suficiente, desde que a situação se normalize nos próximos dias.

Segundo June Goh, analista sênior da Sparta Commodities, os preços do petróleo tendem a subir, embora essa alta possa ser amenizada por um incremento na produção esperada do grupo Opep+. Goh também esclareceu que, até o momento, a infraestrutura relacionada ao petróleo não foi impactada.

“Atualmente, o setor enfrenta uma desaceleração nas atividades de transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, mas isso se deve a problemas de segurabilidade e não a um bloqueio total”, observou.

Suspensão de Embarques

Várias companhias proprietárias de petroleiros, grandes empresas do setor de petróleo e trading companies decidiram suspender os embarques de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito através do estreito em questão.

Medidas na Coreia do Sul e Taiwan

Resposta da Coreia do Sul

O governo da Coreia do Sul anunciou que disponibilizará petróleo de seus estoques para as indústrias locais caso a interrupção do fornecimento se prolongue. Essa decisão foi comunicada pelo Ministério da Indústria em um comunicado oficial, após uma reunião de emergência realizada no domingo.

Um funcionário de uma refinaria sul-coreana informou que os estoques de petróleo mantidos em conjunto com a estatal Korea National Oil Corp poderão durar até sete meses. “Estamos verificando se algum navio tem permissão para navegar pelo estreito”, complementou o funcionário.

Caso o Estreito de Ormuz seja fechado, ele indicou que buscarão suprimentos pontuais na Ásia, observando a necessidade de verificar quais países poderão liberar esses fornecimentos.

As refinarias HD Hyundai Oilbank e GS Caltex estão monitorando a situação atentamente. A Hyundai Oilbank declarou que, até o momento, não suspendeu o carregamento de petróleo proveniente do Oriente Médio.

Situação em Taiwan

Em Taiwan, os fornecedores de petróleo e gás natural liquefeito continuam realizando suas operações de envio conforme o planejado, conforme afirmado pelo Ministério da Economia. Além disso, foi destacado que a proporção das importações de petróleo e gás provenientes do Oriente Médio tem apresentado uma diminuição anual.

A situacão atual demanda vigilância constante, uma vez que qualquer alteração no estado do Estreito de Ormuz pode afetar não apenas as economias locais, mas todo o panorama energético regional e global.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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