Recebendo Mensagens sobre o Banco Master
Recentemente, muitos brasileiros têm se deparado com mensagens recebidas via WhatsApp, informando que, devido à liquidação do Banco Master, o valor investido em CDBs poderia ficar “preso por meses” no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Esse tipo de abordagem tem gerado preocupações e insegurança entre os investidores.
Atuação de Golpistas na Oportunidade
Aproveitando o clima de incerteza, um grande número de golpistas tem agido rapidamente, enviando mensagens com promessas falsas e propostas que não são reais. A intenção desse texto é instruir nossos leitores sobre como identificar e evitar essas práticas fraudulentas.
Desdobramentos da Liquidação do Banco Master
Na terça-feira, dia 18, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Master, uma decisão que teve efeito imediato sobre as operações da instituição e impediu a venda do banco para o Grupo Fictor. Essa medida é aplicada em situações em que há riscos associados aos clientes, ao sistema financeiro ou indícios de irregularidades sérias.
Direitos dos Investidores com a Liquidacção
Com a liquidação, todos os investidores com produtos que são cobertos, como os CDBs, terão garantias do FGC. Esta garantia tem um limite de até R$ 250 mil por CPF a cada instituição financeira, respeitando um teto de até R$ 1 milhão a cada quatro anos.
O FGC é uma instituição privada e sem fins lucrativos que faz parte do Sistema Financeiro Nacional, com o propósito de proteger aqueles que investem ou depositam suas economias nos bancos, além de contribuir para a estabilidade do próprio sistema financeiro.
Processo de Pagamento das Garantias
Os pagamentos de garantias serão realizados conforme o regulamento do FGC, com base nas informações que incluem nomes, valores e dados dos investidores, as quais serão enviadas pelo liquidante. Assim que essa coleta de dados for finalizada e encaminhada ao FGC, o processo de pagamento terá início para todos que têm direito a essa garantia.
Vale ressaltar que os pagamentos realizados pelo FGC não ocorrem de forma imediata; o processo pode levar, em média, 30 dias úteis. Portanto, é fundamental manter a calma durante esse período e se atentar apenas às informações provenientes de canais oficiais.
Passo a Passo para Evitar Golpes
Guia Antigolpe para se Proteger
- Solicite garantia apenas pelo app oficial do FGC
- Baixe o app do FGC na loja oficial do seu dispositivo, seja ele iOS ou Android.
- Não confie em links que você recebe via WhatsApp, SMS ou e-mail com a promessa de “ajudar no pagamento”, pois o FGC não faz contato por esses meios.
- Realize seu cadastro no app
- Insira seus dados, como nome, CPF, e-mail e telefone, no aplicativo.
- Efetue a identificação biométrica conforme as orientações do FGC; esse procedimento é para a sua segurança.
- Cadastre sua conta bancária
- Utilize uma conta que seja de sua titularidade para receber os valores do FGC.
- Desconfie se alguém solicitar que você registre uma conta de terceiros.
- Assine o termo digital no app
- Quando o FGC liberar, faça a assinatura eletrônica do termo de sub-rogação dentro do aplicativo.
- Esse documento é essencial para que o pagamento seja efetuado.
- Aguarde o pagamento seguro
- Conforme informações do FGC, após a assinatura do termo, o valor será transferido para a conta que você cadastrou.
- O processo segue as regras normais de pagamento do FGC, sem a participação de intermediários.
- É possível acompanhar todo o andamento do pedido de garantia por meio do aplicativo do FGC.
- Não pague intermediários
- O FGC não autoriza nem credencia qualquer instituição ou empresa para intermediar negociações relacionadas ao recebimento do valor garantido pelo FGC.
- Além disso, o FGC nunca solicita o pagamento de taxas ou a realização de depósitos prévios de valores.
- Se alguém pedir um valor para “liberar seu resgate”, é um golpe!
- Use apenas canais oficiais para tirar dúvidas
- Se surgir alguma dúvida ou suspeita, entre em contato pelo e-mail exclusivo para credores do FGC: atendimento.credores@fgc.org.br.
- Evite responder mensagens de números desconhecidos ou de pessoas que se dizem “intermediários”, “assessores” ou “consultores”.
Fonte: www.moneytimes.com.br