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Congresso aprova Orçamento de 2026 com R$ 61 bilhões em emendas e superávit de R$ 34,5 bilhões

by Ricardo Almeida
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Aprovação do Orçamento de 2026

O Congresso Nacional aprovou, nesta sexta-feira, o Orçamento para o ano de 2026, que prevê um superávit primário de R$ 34,5 bilhões. Esse valor é um pouco superior à meta fiscal estabelecida em R$ 34,3 bilhões, o que representa 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Votação e Tramitação

O projeto, inicialmente aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) ainda na manhã de sexta-feira, foi submetido a uma votação simbólica no plenário e agora aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Detalhes da Proposta

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026 prevê a destinação de R$ 110,8 bilhões para investimentos, quantia consideravelmente superior ao piso de 0,6% do PIB exigido pelo arcabouço fiscal, cujo montante corresponde a R$ 83 bilhões.

Emendas Parlamentares

Destacar-se-á também a alocação de aproximadamente R$ 61 bilhões para emendas parlamentares, cuja liberação será acelerada no primeiro semestre de 2026, um ano eleitoral. Isso se deve a uma regra aprovada recentemente na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Margem de Tolerância da Meta Fiscal

O arcabouço fiscal estabelece uma margem de 0,25% do PIB que permitirá considerar a meta fiscal como cumprida. Para o ano de 2026, essa margem ficará entre um cenário de déficit zero e um superávit de R$ 68,5 bilhões.

Avaliações Fiscais e Controle de Despesas

O governo já obteve a autorização do Legislativo para continuar avaliando as metas fiscais de acordo com a margem de tolerância. Essa medida evitará cortes significativos no orçamento dos ministérios, caso haja um descompasso entre arrecadação e despesas.

Contexto dos Resultados Fiscais

O último superávit primário positivo registrado pelo governo central ocorreu em 2022, sendo que o anterior havia sido em 2013.

Exclusão de Desembolsos

Importante ressaltar que a contabilização da meta fiscal para o próximo ano desconsidera R$ 55 bilhões em desembolsos relacionados a precatórios. Essa exclusão foi estabelecida em decorrência de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Despesas Previstos para 2026

De acordo com o relator do orçamento, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), haverá uma previsão de despesa primária total de R$ 2,393 trilhões para 2026. Esse montante está alinhado ao teto estipulado pelo arcabouço fiscal, que considera um aumento real de 2,5%. A regra vigente limita o crescimento das despesas a 70% da alta nas receitas.

Ajustes e Complementos

Antes da votação na CMO, o relator também apresentou um complemento de voto, propondo ajustes nos recursos destinados às emendas parlamentares e uma recomposição das verbas para o Ministério da Defesa.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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