Venda de Participação da Cosan na Rumo
A Cosan (CSAN3) anunciou nesta segunda-feira, 22 de outubro, a realização de uma operação envolvendo sua participação na Rumo (RAIL3). A empresa vendeu aproximadamente 4,96% do capital social da companhia ferroviária e também contratou instrumentos derivativos do tipo total return swap, que asseguram a mesma exposição econômica às ações que foram alienadas.
Alinhamento Estratégico
De acordo com a holding Cosan, essa operação está em consonância com sua estratégia de gestão de liquidez e caixa. É importante salientar que a venda não provoca alterações nos direitos políticos e econômicos da Cosan em relação à Rumo. A participação econômica total do grupo na companhia ferroviária permanece inalterada, totalizando 20,33% em participação direta e 9,94% por meio de derivativos, conforme comunicado enviado ao mercado.
Na última segunda-feira, a holding já havia informado sobre a venda de 4,98% de seu capital social total da Rumo, além de uma operação similar envolvendo swaps. Com essa venda, a Cosan passou a deter diretamente 25,29% do capital social da companhia ferroviária.
Desempenho Financeiro da Cosan
Nos últimos trimestres, a Cosan tem enfrentado uma pressão em seu desempenho financeiro, o que reflete desafios tanto operacionais quanto estruturais. No terceiro trimestre, a holding reverteu o lucro obtido no mesmo período do ano anterior e registrou um prejuízo líquido aproximado de R$ 1,2 bilhão. Esse resultado contrasta com o lucro de R$ 293 milhões alcançado no mesmo período de 2024, sendo impactado pela menor contribuição das empresas controladas, além de efeitos negativos no resultado financeiro. Os custos crescentes da dívida e a equivalência patrimonial desfavorável também influenciaram de maneira significativa o resultado consolidado da empresa.
A análise dos dados financeiros revela que a alavancagem da Cosan aumentou em comparação ao trimestre anterior, fechando em aproximadamente 3,7 vezes a dívida líquida em relação ao Ebitda.
Investimentos na Raízen
A Cosan e a Shell estão discutindo a possibilidade de realizar uma injeção de R$ 10 bilhões na Raízen (RAIZ4), que é uma joint venture entre as duas empresas. Essa movimentação reflete o interesse contínuo das companhias em fortalecer suas operações e expandir investimentos no setor.
Fonte: www.moneytimes.com.br