Na agenda econômica de hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), participa do lançamento da Carteira Nacional Docente e anunciará novas medidas do programa Mais Professores voltadas para o Brasil.
Paralelamente, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de reuniões fechadas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do G20, que é um grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia.
Enquanto isso, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, faz uma palestra em um evento promovido pelo Goldman Sachs, enquanto o diretor Paulo Picchetti, responsável por Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos, comparece a um seminário organizado pelo JPMorgan.
No cenário internacional, será divulgado o índice de atividade industrial Empire State de Nova York referente ao mês de outubro. Diretores do Federal Reserve (Fed), Stephen Miran e Christopher Waller, também discursam em eventos durante o dia.
Além disso, o Bank of America e o Morgan Stanley devem publicar seus balanços antes da abertura dos mercados em Nova York, enquanto a United Airlines apresentará seus resultados após o fechamento.
Ibovespa hoje: principais tópicos para acompanhar nesta quarta-feira (15)
Bolsas globais avançam com discursos de Powell e tensões comerciais
Os índices futuros da bolsa de Nova York estão em alta, enquanto os juros dos Treasuries, que são os títulos da dívida pública dos Estados Unidos, e o dólar de hoje apresentam recuo, após declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, que abordou os riscos crescentes para o mercado de trabalho. Essas afirmações reforçam as expectativas para uma nova flexibilização monetária por parte do banco central ainda neste ano.
A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, comentou que seria “prudente relaxar um pouco mais” as taxas de juros, tendo em vista a redução da pressão inflacionária e o aumento dos riscos para o emprego.
A disputa tarifária entre os Estados Unidos e a China continua a ser um tema relevante. O diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, acusou Pequim de tentar intimidar Washington ao restringir a exportação de terras raras, mas reforçou a necessidade de diálogo e novos cortes nas taxas de juros.
O preço do ouro atingiu um novo recorde, superando US$ 4.200 por onça-troy. Na Europa, a bolsa de Paris destaca-se, apresentando ganhos, impulsionada por um balanço positivo da LVMH, o que beneficiou o setor de luxo.
Expectativas para o varejo: alta após quatro quedas consecutivas
As vendas no varejo restrito devem apresentar crescimento em agosto, após quatro meses consecutivos de quedas, de acordo com a mediana das previsões de 22 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast.
A mediana das previsões do mercado aponta uma elevação de 0,2% nas vendas do varejo restrito em agosto, na comparação com julho, que teve um recuo de 0,3%. As estimativas para este resultado variam desde uma queda de 0,2% até uma alta de 1,1%.
O economista chefe da Kínitro Capital, João Savignon, projeta um aumento de 0,8% nas vendas do varejo ampliado em agosto. Segundo Savignon, essa estimativa reflete os dados mistos dos indicadores coincidentes.
Para o varejo ampliado de agosto, a projeção é de crescimento de 0,7% nas vendas em relação ao mês anterior, que registrou um aumento de 1,3% em julho. A elevação nas vendas de veículos é apontada como um fator que sustenta essa expectativa de crescimento.
Commodities hoje: situação do petróleo e queda do minério
Os contratos futuros do petróleo revelam sinais divergentes, após uma queda ocorrida no dia anterior. Essa tendência é influenciada por temores relacionados a um excesso iminente de oferta da commodity, em conjunto com o aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. Na manhã de hoje, o barril do petróleo WTI, para entrega em novembro, subia 0,10%, atingindo o preço de US$ 58,76. Em contrapartida, o barril do Brent, com vencimento em dezembro, estabilizava a queda, cotado a US$ 62,39.
Entre as principais commodities do dia, o minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, apresentou uma queda de 1,46% no contrato futuro para entrega em janeiro de 2026, sendo cotado a 776,5 yuans, que equivale a US$ 108,75 por tonelada.
Os American Depositary Receipts (ADRs), que permitem a investidores adquirirem ações de empresas estrangeiras nos Estados Unidos, da Vale (VALE3) subiam 1,46% no pré-mercado de Nova York nesta manhã. Por outro lado, os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) registravam um avanço de 0,68%.
Expectativas para o Ibovespa hoje
O Índice Bovespa de hoje pode abrir com uma tendência positiva, apoiado por um aumento no apetite ao risco em Nova York e pelo esforço de recuperação dos preços do petróleo, embora a queda do minério de ferro possa limitar os ganhos.
No âmbito fiscal, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, está agendado para se reunir hoje com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), em meio a um impasse sobre emendas e a arrecadação prevista para o ano de 2026.
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, do PT, declarou que o governo ainda busca arrecadar R$ 35 bilhões para equilibrar o Orçamento.
Simultaneamente, o Planalto trabalha em um acordo com a oposição para a retirada dos destaques ao Projeto de Lei Complementar 168/2025, que foram mantidos pelos líderes Carlos Portinho, do PL, e Carlos Viana, do Podemos.
Esses e outros dados do dia estarão no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando diretamente o índice Ibovespa de hoje.
Fonte: einvestidor.estadao.com.br