Programa Pacic no México
O México decidiu prorrogar por um ano o programa Pacic, que tem como objetivo estabilizar os preços dos alimentos, em especial para a carne de frango. Além disso, a medida prevê a isenção tarifária para este tipo de proteína. De acordo com análise do Santander, a decisão do governo mexicano reduz os principais riscos negativos para as exportadoras, como a MBRF (MBRF3) e a JBS (JBSS32).
Decisão do Governo Mexicano
“O governo mexicano alterou sua posição anterior, que previa a extensão do Pacic apenas até o primeiro semestre de 2026, optando por renovar o programa durante todo o ano para a carne de frango. Isso ocorre mesmo com o aumento das tarifas sobre carne bovina e suína. Este movimento é visto como positivo, no geral, para a JBS e a MBRF, embora possa ter um impacto levemente negativo sobre a Pilgrim’s Pride Corporation, que é uma subsidiária da JBS”, afirmam Guilherme Palhares e Laura Hirata.
Importância do Mercado Mexicano
A medida é fundamental para evitar cenários desfavoráveis, considerando que o México está classificado entre os seis principais compradores de frango do Brasil, adquirindo um mix de cortes premium. No entanto, o governo mexicano também anunciou um aumento nas tarifas sobre a carne bovina. É importante notar que 4% das exportações brasileiras de carne bovina têm como destino o México.
“Felizmente para os players brasileiros, as tarifas sobre a carne bovina dos EUA permanecem, e a escassez de oferta nos Estados Unidos deve continuar a beneficiar o Brasil em relação a outras opções disponíveis. Portanto, não esperamos impactos significativos nesta dinâmica”, ressaltam os analistas do Santander.
Novas Medidas da China
No último dia de 2025, a China anunciou a implementação de novas cotas e tarifas aplicáveis à carne bovina importada. De acordo com o banco, a Minerva é a empresa que poderá ser mais impactada por essa decisão. Contudo, a companhia deve ser capaz de compensar eventuais perdas e a diminuição no volume de exportações através de sua presença em mercados como Uruguai e Argentina. Em 2026, o Brasil terá uma cota de 1,106 milhão de toneladas, enquanto o Uruguai e a Argentina terão cotas de 324 mil e 511 mil toneladas, respectivamente.
Mudanças nos Fluxos de Exportação
“Analisando o cenário futuro, é possível observar uma mudança nos fluxos de carne bovina do Brasil e da Austrália para países como Uruguai, Argentina e Nova Zelândia, já que as exportações anuais desses países para a China excedem as cotas estabelecidas. Isso minimiza o impacto para as empresas que não têm acesso a todos esses mercados”, concluem os especialistas.
Fonte: www.moneytimes.com.br