A defesa de Daniel Vorcaro solicita triagem de conteúdo do celular
A defesa de Daniel Vorcaro requereu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que realize uma triagem no material obtido a partir do celular do ex-proprietário do Banco Master, antes que esse material possa ser divulgado.
Preservação de informações pessoais e sigilos
Os advogados Sérgio Leonardo e Engels Muniz alegam que é fundamental preservar informações que não estão relacionadas às investigações. Entre os dados que desejam que sejam mantidos em sigilo, estão imagens e informações sobre familiares, especialmente as relacionadas aos filhos de Vorcaro. Além disso, o pedido inclui resguardar conversas e documentos que estão cobertos pelo sigilo profissional.
No requerimento protocolado na noite de sábado, 12 de agosto, a defesa menciona o vazamento de mensagens pessoais entre Vorcaro e sua ex-namorada, Martha Graeff, como razão para justificar esta medida de proteção.
“A experiência demonstra que o risco de exposição indevida não é meramente hipotético e recomenda que a abertura dos autos seja implementada de modo a conciliar a publicidade processual com a preservação de direitos fundamentais tutelados pela Constituição Federal”, afirmam os advogados.
A defesa argumenta que a publicidade dos processos não deve permitir a exposição de informações privadas que não têm relevância para a investigação em pauta.
Além disso, os advogados pedem que sejam preservadas as comunicações de Vorcaro com seus defensores, que também estão protegidas pelo sigilo profissional.
Fachin demanda informações sobre a custódia do celular
O pedido de triagem foi apresentado após Fachin assumir a condução do processo que envolve as conversas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, com o julgamento agendado para terça-feira, 15 de agosto.
O presidente do STF também solicitou que a Polícia Federal informasse quem está responsável pela custódia do celular de Vorcaro e a condição do material extraído do aparelho.
A determinação surgiu na sequência de um pedido feito na sexta-feira, 11 de agosto, pelos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, que requisitaram acesso à cópia inteira dos dados para fundamentar a análise do caso.
No domingo, 13 de agosto, a Polícia Federal comunicou ao Supremo que o material original permanece sob sua custódia e que o gabinete de André Mendonça recebeu, em março, apenas uma cópia dos dados que foram extraídos do celular.
Fonte: timesbrasil.com.br
