Deflação na Indústria Chinesa Sinaliza Melhora em Outubro, com Aumento nos Preços para Consumidores

Desempenho Econômico da China em Outubro

Mudanças nos Preços ao Produtor e ao Consumidor

Uma recente análise dos preços na China revelou uma diminuição na deflação ao produtor no mês de outubro. Dados divulgados neste domingo (9) mostram que enquanto a taxa primária de empréstimo de um ano foi mantida em 3,1%, a correspondente de cinco anos ficou em 3,6%. Os preços ao consumidor, por sua vez, voltaram a apresentar valores positivos, o que demonstra um esforço intensificado do governo chinês para conter tanto o excesso de capacidade quanto a competição acirrada entre as empresas.

Apesar da evolução positiva nos relatórios, especialistas alertam que as pressões deflacionárias sobre a segunda maior economia do mundo ainda persistem. Existe a expectativa de que o governo precisará adotar medidas adicionais para impulsionar a demanda. Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, destacou que ainda há fraquezas na demanda, mas a recuperação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) sugere que as políticas ofertistas estão começando a mostrar efeitos. Segundo ele, a tendência futura da inflação dependerá de como as políticas voltadas para a demanda se fortalecerão.

Índice de Preços ao Produtor (PPI)

Os dados do Escritório Nacional de Estatísticas indicam que o Índice de Preços ao Produtor (PPI) caiu 2,1% em outubro em comparação com o ano anterior. Este número é ligeiramente melhor do que a expectativa de uma redução de 2,2% prevista em pesquisa realizada pela Reuters com economistas. O PPI permanece negativo desde outubro de 2022, apresentando uma queda de 2,3% em setembro.

Indicadores de Preços ao Consumidor

Em relação aos preços ao consumidor, o IPC teve um aumento de 0,2% em relação ao ano anterior, revertendo uma queda que se prolongou por dois meses. Este resultado superou as expectativas de que não haveria mudanças no indicador. Em termos mensais, o IPC cresceu 0,2% em outubro, após um aumento de 0,1% em setembro, também superando previsões que indicavam estabilidade.

O núcleo da inflação, que exclui categorias de preços mais voláteis como alimentos e combustíveis, subiu 1,2% ano a ano em outubro, uma aceleração em relação ao aumento de 1% observado em setembro, atingindo o maior nível em 20 meses. No entanto, os preços dos alimentos apresentaram uma queda de 2,9% em comparação com o ano anterior, após uma redução de 4,4% registrada em setembro.

Perspectivas Futuras e Considerações

Os dados obtidos para o mês de outubro indicam que as iniciativas governamentais para controlar a concorrência excessiva contribuíram para a estabilização dos preços. Entretanto, a demanda interna ainda se mostra morna e tensões geopolíticas permanecem como fatores que nublam as perspectivas do ambiente de negócios.

Zhiwei Zhang, presidente e economista-chefe da Pinpoint Asset Management, ressaltou que ainda é precoce afirmar que a deflação chegou ao fim. Ele sugere que será necessário aguardar mais alguns meses de informações para determinar se a dinâmica deflacionária realmente mudou de maneira fundamental.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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