Reforma Tributária e Aluguéis: Impactos e Mudanças
A Reforma Tributária, implementada a partir deste ano, pode modificar consideravelmente os valores que os brasileiros que dependem de aluguéis costumam receber.
As pessoas físicas que possuírem mais de três imóveis destinados à locação e cuja receita anual ultrapassar R$ 240 mil passarão a recolher a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) sobre os aluguéis, além do Imposto de Renda.
- SIMPLIFICANDO A SOPA DE LETRINHAS: A CBS e o IBS são novos tributos que seguem o modelo internacional de Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A CBS, que é de competência federal, substitui o PIS, a Cofins e parte do IPI; enquanto o IBS, que é de competência estadual e municipal, substitui o ICMS e o ISS.
Conforme o analista de macroeconomia da Empiricus, Matheus Spiess, “a carga total sobre a receita de locação poderia saltar até 35,9% quando o novo sistema estiver plenamente implementado, em 2033.”
Reforma Tributária e Aluguéis: Entendendo os Efeitos
Até o momento, os aluguéis recebidos por uma pessoa física eram considerados como renda, sujeita à tributação do Imposto de Renda mensal por meio do Carnê-Leão. No entanto, a partir deste ano, a locação se tornou uma operação onerosa com bens, incidindo sobre ela a CBS e o IBS.
Vale ressaltar que essa tributação será aplicada apenas em duas situações: primeiro, para aqueles que registrarem uma receita bruta superior a R$ 240 mil no ano-calendário anterior e possuírem mais de três imóveis; segundo, para contribuintes que receberem mais de R$ 288 mil de aluguel em um único ano-calendário, independentemente do número de imóveis alugados.
Segundo Spiess, as modificações trazidas pela reforma tributária geram uma discussão relevante para o investidor no mercado imobiliário: a comparação entre investir diretamente em imóveis e acessar o setor por meio dos Fundos Imobiliários (FIIs).
O analista afirma: “Enquanto o investimento direto pode exigir gestão ativa, que envolve lidar com questões como vacância, manutenção, burocracia e concentração patrimonial, além de demandar maior atenção ao planejamento tributário, os FIIs oferecem uma maneira mais simples, diversificada e líquida de se expor ao mercado imobiliário.”
Adicionalmente, Spiess observa que os rendimentos distribuídos por FIIs permanecem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, “conservando um diferencial importante para quem busca uma fonte de renda recorrente”, acrescenta o analista.
Na perspectiva de Spiess, o mercado de FIIs, assim como outros setores, experimenta um período de correção. “Esse é um momento que pode abrir oportunidades de investimento para aqueles que procuram renda mensal, exposição ao mercado imobiliário e uma complexidade reduzida em comparação com a compra direta de imóveis”, observa.
Considerando todos os aspectos da reforma tributária, a equipe de analistas da Empiricus Research mantém a opinião de que o cenário é favorável para investimentos em FIIs.
“Principalmente ao montar uma carteira diversificada, como a Empiricus Top FIIs”, enfatiza o analista.
A seleção dessa carteira combina ativos com preços atrativos, dividend yields ainda compensadores e potencial de valorização. No acumulado até 2026, essa carteira apresenta um retorno de 230% do IFIX — com uma valorização de 9,5% em comparação a 4,1% do benchmark.
A boa notícia é que agora é possível realizar investimentos na carteira da empresa diretamente pela plataforma do BTG Pactual, através da carteira recomendada automatizada.
Assim, o investimento é feito de maneira prática, sem que o investidor precise acompanhar o mercado diariamente. As decisões de alocação são deixadas para os analistas, e a plataforma replica automaticamente as movimentações de compra e venda ocasionais.
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Fonte: www.moneytimes.com.br

