Destaques de quarta-feira (22) no Brasil: Vale (VALE3), WEG (WEGE3), Oncoclínicas (ONCO3) e mais.

Destaques Corporativos do Dia

O relatório de produção da Vale (VALE3) referente ao terceiro trimestre de 2025, os resultados da WEG (WEGE3) sobre o mesmo período e o caixa da Oncoclínicas (ONCO3) aplicado em CDBs do Banco Master são alguns dos destaques corporativos nesta quarta-feira (22).

Vale (VALE3) apresenta a melhor produção de minério de ferro desde 2018

No terceiro trimestre de 2025, a Vale (VALE3) produziu 94,4 milhões de toneladas de minério de ferro. Esse volume representa um aumento de 4% em comparação ao mesmo período do ano passado, superando a projeção de 93,9 milhões de toneladas da Genial Investimentos. O crescimento foi impulsionado por um novo recorde no complexo S11D e pelo avanço de principais projetos da empresa.

As vendas de minério de ferro totalizaram 86 milhões de toneladas, apresentando uma alta de 5%. Este resultado também superou a expectativa de 72,3 milhões de toneladas, beneficiado por uma melhora nos preços, apoiada por prêmios mais altos dos finos de minério, que atingiram US$ 1,8 por tonelada.

Por outro lado, o preço médio realizado de pelotas foi de US$ 130,8/t, representando uma queda de US$ 3,3/t em relação ao trimestre anterior, reflexo da redução nos prêmios trimestrais.

WEG (WEGE3) registra lucro de R$ 1,65 bilhão no terceiro trimestre

A WEG (WEGE3) divulgou um lucro líquido de R$ 1,65 bilhão referente ao terceiro trimestre de 2025, o que indica um crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou em conformidade com as expectativas do mercado, que projetava um lucro de cerca de R$ 1,61 bilhão, conforme estimativas coletadas pela Bloomberg.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da WEG cresceu 2,3%, alcançando R$ 2,27 bilhões no trimestre. A margem Ebitda foi de 22,2%, apresentando uma contração de 0,4 ponto percentual.

No relatório apresentado, a WEG destacou que mesmo em um ambiente caracterizado por incertezas geopolíticas e volatilidade nos mercados, conseguiu um trimestre com margens operacionais saudáveis.

A receita operacional líquida foi de R$ 10,2 bilhões, um avanço de 4,2% em relação ao ano anterior. Deste total, R$ 4 bilhões vieram do mercado interno, enquanto os R$ 6,2 bilhões restantes foram oriundos do mercado externo.

Além disso, o retorno sobre o capital investido (ROIC) da WEG atingiu 32,4% no trimestre, o que representa uma queda de 4,7 pontos percentuais comparado ao mesmo período de 2024.

Oncoclínicas (ONCO3) tem R$ 478 milhões aplicados em CDBs do Banco Master

A Oncoclínicas (ONCO3) confirmou oficialmente que parte de sua reserva de caixa está investida em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do Banco Master. O montante totaliza R$ 478 milhões. A rede de clínicas oncológicas firmou um acordo para resgatar esses valores, que deve ocorrer em 20 parcelas entre outubro deste ano e maio de 2027.

O comunicado à imprensa informou que houve uma renegociação das condições de devolução do investimento, sendo que fontes consultadas indicaram que a devolução estaria prevista para o final do ano. O acordo mantém a taxa de remuneração dos CDBs, mas não foi especificada a taxa exata.

A Oncoclínicas também mencionou que há eventos de vencimento antecipado que podem ativar um resgate total da quantia investida, sendo assim, existe uma cláusula que permite essa ação.

Braskem (BRKM5) responde a questionamento da CVM sobre denúncia em Maceió

A Braskem (BRKM5) informou que está ciente de uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas, relacionada à exploração de sal-gema que causou o afundamento de bairros em Maceió.

Ao responder a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o porquê de a informação não ser considerada um fato relevante, a empresa justificou que ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia, que está tramitando em segredo de justiça. O pedido de esclarecimentos da CVM ocorreu após uma reportagem da revista CartaCapital mencionar a denúncia contra a empresa e outras 15 pessoas por crimes relacionados ao assunto.

A Braskem enfatizou que vem atualizando informações relativas ao inquérito da Polícia Federal em Alagoas em suas demonstrações financeiras anuais e informações trimestrais, incorporando a nota explicativa “Evento geológico – Alagoas”.

ANP abre leilão de sete blocos de petróleo no pré-sal

O governo brasileiro vai leiloar sete blocos de exploração de petróleo na região do pré-sal nesta quarta-feira (22). A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) conduzirá o processo, que contará com a participação de 15 empresas, incluindo a Petrobras (PETR4) que possui direito de preferência em um dos blocos.

A sessão pública do 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção está agendada para começar às 10h na sede da ANP, no Rio de Janeiro. As ofertas permanentes são a forma como o governo disponibiliza blocos exploratórias no polígono do pré-sal, onde estão localizadas as maiores reservas conhecidas de petróleo do país, além de outras áreas estratégicas conforme definido pelo Conselho Nacional de Política Energética.

Inicialmente, até 13 blocos foram disponibilizados, mas as empresas expressaram interesse em participar apenas dos sete mencionados, nas bacias de Santos e Campos, localizadas no litoral do Sudeste.

Valid Soluções (VLID3) anunciará R$ 78,3 milhões em JCP

A Valid Soluções (VLID3) comunicou na noite de terça-feira (21) sobre a aprovação, pelo conselho de administração, do pagamento de R$ 78,3 milhões a seus acionistas referentes a juros sobre capital próprio (JCP).

Segundo o comunicado, o total equivale a R$ 1,00 por ação e será contabilizado como parte do dividendo mínimo obrigatório de 2025. A quantidade total de ações ordinárias consideradas é de 78.291.548, descontando as ações em tesouraria.

A empresa também notificou que o pagamento dos juros sobre capital próprio será baseado na composição acionária de 28 de novembro de 2025 e terá o desconto de 15% referente ao Imposto de Renda Retido na Fonte.

Minerva (BEEF3) aprova aumento de capital após bônus de subscrição

A Minerva Foods (BEEF3) aprovou no último dia 21 o aumento do capital social da companhia devido ao exercício de seus bônus de subscrição.

Com essa medida, a empresa aumentará seu capital de R$ 3,131 bilhões, distribuídos em 999.977.699 ações, para R$ 3,132 bilhões, este último dividido em 1.000.066.042 ações. O aumento de R$ 456 mil decorre da emissão de 88.343 novas ações ordinárias ao preço de R$ 5,17 por ação. O período para exercício do bônus foi entre 12 de setembro de 2025 a 16 de outubro de 2025.

JSL (JSLG3) anuncia novo CEO a partir de janeiro de 2026

A JSL (JSLG3) divulgou na terça-feira (21) que seu Conselho de Administração elegeu Guilherme de Andrade Fonseca Sampaio como novo CEO interino, que assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2026, em substituição a Ramon Peres Martinez Garcia de Alcaraz.

A transição ocorrerá a partir de 1º de novembro e terá a duração de 60 dias, conduzida por Alcaraz, que se manterá como acionista e conselheiro consultivo a partir de 2 de janeiro de 2026.

Netflix (NFLX34) atribui resultado abaixo do esperado a problemas no Brasil

A Netflix (NFLX34) informou na terça-feira (21) que não cumpriu as expectativas do mercado para o terceiro trimestre devido a uma despesa inesperada relacionada a uma disputa tributária no Brasil. A empresa, no entanto, apresentou uma previsão de resultado um pouco acima das expectativas para o restante do ano.

Entre julho e setembro, a Netflix reportou um lucro líquido de US$ 2,5 bilhões e um lucro diluído por ação de US$ 5,87. Durante esse período, a animação “K-Pop Demon Hunters” tornou-se o filme mais assistido na plataforma. Analistas previam um lucro de US$ 3 bilhões, ou US$ 6,97 por ação, com base em dados da LSEG.

A receita da empresa, por sua vez, alinhou-se com as projeções, somando US$ 11,5 bilhões.

Heineken prevê redução nas vendas de cerveja em 2025

A Heineken, cervejaria holandesa, alertou nesta quarta-feira (22) que suas vendas de cerveja em 2025 devem cair, diante de desafios macroeconômicos crescentes, resultando em uma nova revisão de suas projeções de volume em comparação ao trimestre anterior. A companhia, que é a segunda maior cervejaria do mundo, vem enfrentando dificuldades para recuperar o crescimento fraco nas vendas por alguns anos. Apesar de conseguir compensar as quedas com aumentos de preços, a atenção dos investidores tem se voltado cada vez mais para a quantidade de cerveja vendida.

No mês de julho, as ações da Heineken caíram mais de 8% após a empresa informar que suas vendas anuais permaneceriam estáveis, ao invés de crescer. Nesta quarta-feira, a Heineken afirmou que espera uma “queda modesta” no volume em 2025.

*Com informações da Reuters e Agência Brasil

Fonte: www.moneytimes.com.br

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