Destaques Corporativos do Dia
A aprovação da oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Gol (GOLL54), o acordo entre Chinalco e Rio Tinto para a compra da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e a posição da Oncoclínicas (ONCO3) sobre uma medida judicial contra o Banco de Brasília (BRB) são alguns dos principais assuntos do noticiário corporativo desta sexta-feira, dia 30.
Aprovação da OPA da Gol (GOLL54) para Fechamento de Capital
A Gol (GOLL54) anunciou ao mercado na noite de quinta-feira, dia 29, que obteve o registro da oferta pública de aquisição de ações (OPA) junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com o intuito de fechar o capital da empresa. Em outubro do ano anterior, a companhia havia proposto, com a justificativa de simplificação da estrutura, a busca por sinergias e a redução de custos, a incorporação de si mesma e de sua subsidiária Gol Investment Brasil (GIB) pela Gol Linhas Aéreas (GLA), que atualmente também é uma subsidiária integral da Gol e possui capital fechado.
A GIB, na condição de ofertante, forneceu ao mercado o edital da OPA. Conforme este documento, os acionistas poderão vender suas ações preferenciais ao preço de R$ 11,45 por lote de 1.000 ações (GOLL54), sujeitas aos ajustes previstos no edital, em um leilão programado para ocorrer na B3 no dia 19 de fevereiro de 2026.
“O preço da OPA, conforme destacado pela ofertante, é superior ao valor justo indicado no laudo de avaliação de 9 de janeiro de 2026, elaborado pela Apsis Consultoria Empresarial Ltda., empresa especializada que foi escolhida em Assembleia Especial de Preferencialistas realizada em 13 de novembro de 2025, nos termos da legislação e regulamentação em vigor”, informa o comunicado oficial ao mercado.
Acordo da Chinalco e Rio Tinto para a Aquisição da CBA por R$ 4,7 Bilhões
A empresa chinesa de alumínio, Chinalco, juntamente com a mineradora australiana, Rio Tinto, anunciou na quinta-feira, dia 29, um acordo de R$ 4,7 bilhões para adquirir a participação da Votorantim na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). O entendimento abrange a participação de 68,6% que a Votorantim possui na CBA, além da criação de uma joint-venture no Brasil que vai deter as ações. Esta joint-venture será controlada por uma subsidiária da Chinalco que terá 67% de participação, enquanto a Rio Tinto ficará com o restante.
A transação inclui, ainda, uma oferta pública (OPA) para aquisição do restante das ações da CBA no mercado, que será lançada pela joint-venture, conforme afirmam as empresas em comunicado ao mercado.
“Embora a intenção atual seja que a joint-venture realize uma oferta pública de aquisição para o cancelamento do registro da CBA na bolsa simultaneamente à OPA, essa estratégia pode ser reavaliada após a conclusão da aquisição das participações majoritárias”, indicam as companhias.
Oncoclínicas (ONCO3) e Medida Judicial contra o Banco de Brasília (BRB)
A Oncoclínicas (ONCO3) se manifestou após ser questionada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e anunciou que entrou com uma medida judicial contra o Banco de Brasília (BRB) para proteger seus direitos em relação aos fundos de investimento que detêm ações da companhia (FIPs). Conforme o comunicado divulgado ao mercado nesta sexta-feira, a ação é uma tutela antecipada em caráter antecedente que está tramitando em segredo de justiça e ainda não chegou a uma conclusão.
A manifestação da CVM e a resposta da Oncoclínicas são decorrentes de uma notícia do jornal Valor Econômico, que informou que a rede de saúde teria iniciado um processo contra o BRB para questionar a quantidade de ações da empresa que o banco público mantém. Fontes ligadas à operação indicam que a participação do BRB na Oncoclínicas pode ter ultrapassado 10% após a incorporação de carteiras do banco Master.
No comunicado divulgado, a Oncoclínicas explicou que a ação judicial busca obter uma liminar para impedir que o BRB faça alterações na gestão e/ou na governança dos FIPs e sobre as cotas e ativos pertencentes a esses fundos.
Agência S&P Rebaixa Rating do Banco de Brasília e Mantém Observação Negativa
A S&P National Ratings rebaixou os ratings de crédito do BRB – Banco de Brasília, mantendo a instituição sob observação negativa, citando pressões sobre o capital e um risco reputacional que persiste. Segundo a agência, os ratings de emissor de longo e curto prazo foram reduzidos de brBBB-/brA-3 para brBB/brB, na Escala Nacional Brasil, e permanecem em CreditWatch negativo.
Este rebaixamento ocorreu após a deflagração, em novembro de 2025, da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal, que investiga supostas fraudes envolvendo ativos adquiridos pelo BRB do Banco Master.
Conforme a avaliação da S&P, desenrolar da investigação pode resultar na necessidade de aportes de capital ou na venda de ativos para cobrir possíveis perdas, o que pressionaria o capital regulamentar do banco. A agência aponta que o risco reputacional ligado ao caso deve continuar afetando a geração de negócios e o funding da instituição. No seu cenário-base, a S&P considera a possibilidade de suporte extraordinário do Distrito Federal para a recomposição de capital, embora saliente que esse apoio dependerá de aprovações legislativas e pode não ocorrer de forma oportuna.
Cury (CURY3) Anuncia Distribuição de R$ 140 Milhões em Dividendos
A construtora e incorporadora Cury (CURY3) anunciou nesta sexta-feira, dia 30, que seu conselho de administração aprovou a distribuição de dividendos que totaliza R$ 140 milhões, de acordo com um comunicado emitido ao mercado. O montante representa R$ 0,454 por ação ordinária.
Segundo o comunicado, os acionistas que possuírem ações até a data de 4 de fevereiro terão direito à distribuição dos dividendos.
Copasa (CSMG3) Aprova Alterações em Seu Estatuto para Privatização
A Copasa (CSMG3) informou na quinta-feira, dia 29, que seu Conselho de Administração aprovou diversas propostas que serão submetidas a uma assembleia geral com o intuito de facilitar o processo de privatização da companhia. Em um fato relevante, a empresa detalhou que a reforma do estatuto social visa permitir as adequações necessárias visando à desestatização, conforme a Lei Estadual nº 25.664, de 2025. Dentre as mudanças está a proposta de criação de uma ação preferencial de classe especial (golden share), que será de titularidade exclusiva do Estado de Minas Gerais.
Serão apresentadas à assembleia também propostas para a conversão de uma ação ordinária do Estado em uma golden share e para a consolidação do estatuto social.
A Copasa esclarece que as medidas estão condicionadas à liquidação da oferta pública de distribuição secundária de ações que será realizada pelo Estado no âmbito do processo de privatização.
Cemig (CMIG4) Finaliza Aquisição da ETTM por R$ 30 Milhões
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) (CMIG4) anunciou a conclusão da aquisição total do capital social da Empresa de Transmissão Timóteo-Mesquita S.A. (ETTM), anteriormente pertencente ao grupo Fram Capital, na quinta-feira, dia 29. A operação foi realizada pela Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT), que é uma subsidiária integral da companhia. O valor da negociação foi de R$ 30 milhões, e a Receita Anual Permitida (RAP) dos ativos adquiridos é estimada em R$ 6 milhões.
Os ativos de transmissão da ETTM estão conectados à Rede Básica de 230 kV, que pertence à própria Cemig. O conjunto inclui a linha de transmissão Mesquita–Timóteo 2, com 24 quilômetros de extensão, e a subestação Timóteo 2, que secciona a linha Ipatinga 1–Timóteo 1, conforme informado pela companhia. Todos esses ativos estão localizados na região conhecida como Vale do Aço, em Minas Gerais, e a aquisição está alinhada com o planejamento estratégico da Cemig, que busca incrementar seus investimentos em ativos de transmissão no estado.
Fonte: www.moneytimes.com.br