Destaques Corporativos do Dia
A saída da Azul (AZUL53) do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, os resultados da Telefônica Brasil (VIVT3) sobre JCP e redução de capital, assim como o follow-on anunciado pelo Banco Pine (PINE4), estão entre os principais tópicos do noticiário econômico desta segunda-feira (23).
Azul (AZUL53) Sai do Processo de Recuperação Judicial nos EUA
A Azul (AZUL53) anunciou, na sexta-feira (20), a conclusão do seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos, resultando em sua saída do Chapter 11. Isso ocorreu após a empresa cumprir todas as condições estabelecidas no plano de reorganização homologado em dezembro de 2025.
A companhia quitou todo o financiamento DIP e também finalizou a oferta pública de ações realizada em fevereiro, o que tornou efetiva sua saída do processo na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York.
Com essa reestruturação, a Azul conseguiu reduzir aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento, com cerca de US$ 1,1 bilhão referente a empréstimos e financiamentos. Além disso, a dívida de leasing relacionada a aeronaves caiu quase 40%.
Estima-se que a empresa terá uma redução superior a 50% nas despesas anuais com juros e um corte de cerca de um terço nos custos recorrentes com arrendamentos. A alavancagem líquida proforma na saída do processo ficou abaixo de 2,5 vezes.
Além disso, a companhia captou cerca de US$ 1,375 bilhão com emissão de notas seniores e US$ 950 milhões em compromissos de equity.
Telefônica Brasil (VIVT3) Anuncia Calendário para Pagamento de JCP e Redução de Capital
A Telefônica Brasil (VIVT3), que opera a marca Vivo, divulgou nesta segunda-feira (23) o calendário para o pagamento dos juros sobre o capital próprio (JCP) referentes ao segundo, terceiro e quarto trimestres de 2025. A companhia também anunciou a redução de capital social, que será votada em uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para março.
A proposta de redução de capital é de R$ 4 bilhões, com votação prevista para o dia 12 de março. Esse procedimento societário visa permitir que a empresa diminua o valor do seu capital social, podendo devolver parte dos recursos aos acionistas.
Se a proposta for aprovada, o pagamento será feito em uma única parcela, individualmente a cada acionista, proporcionalmente à sua participação no capital social da empresa.
Os valores provenientes da redução de capital têm data de pagamento prevista para 14 de julho de 2026, sendo R$ 1,25171862845 por ação. O valor por ação poderá ser alterado devido a um novo programa de recompra de ações anunciado pela companhia, cuja base acionária será verificada em 22 de maio de 2026, data também considerada para o recebimento.
Telefônica Brasil (VIVT3) Supera Expectativas com Lucro de R$ 1,88 Bilhão no 4T25
A Telefônica Brasil (VIVT3) apresentou um lucro líquido de R$ 1,88 bilhão no quarto trimestre de 2025 (4T25), o que representa um crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme balanço divulgado nesta segunda-feira (23).
O resultado operacional, medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), atingiu R$ 6,70 bilhões, com um aumento de 8,1% em comparação anual.
Analistas projetavam um lucro líquido de R$ 1,73 bilhão e um Ebitda de R$ 6,35 bilhões para a operadora de telecomunicações, sendo esses dados coletados pela LSEG.
A receita líquida totalizou R$ 15,61 bilhões, com um incremento de 7,1% em relação ao quarto trimestre de 2024. De acordo com a empresa, esse crescimento é impulsionado pelo bom desempenho nas receitas de pós-pago, fibra e dados corporativos, além de serviços digitais, que contribuíram em 5,4% para o aumento da receita fixa em comparação com o ano anterior.
A receita de serviço móvel subiu 7%, alcançando a cifra de R$ 9,84 bilhões, embora o segmento pré-pago tenha apresentado uma redução de 3,9%.
Banco Pine (PINE4) Anuncia Follow-On e Potencial Captação de Até R$ 400 Milhões
O Banco Pine (PINE4) divulgou o lançamento de uma oferta pública primária e subsequente de ações, conhecida como follow-on, que se dará pela emissão inicial de 21,86 milhões de ações preferenciais, com a possibilidade de um acréscimo de até 45,45% (ou seja, mais 9,94 milhões), direcionada a investidores profissionais e com prioridade para acionistas já existentes.
Com um preço indicativo de R$ 12,58, considerando a cotação apurada na última sexta-feira (20), a captação poderá alcançar aproximadamente R$ 275 milhões, sem contar as ações adicionais, e até R$ 400 milhões, incluindo-as. O preço por ação ainda será definido em um processo de bookbuilding, que consiste na coleta de intenções de investimento. A precificação do ativo deve acontecer em 3 de março.
A operação está sendo coordenada por Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI, XP e Safra, prevendo, inclusive, a colocações no exterior para investidores qualificados. Há prioridade de subscrição para os acionistas, sendo que o controlador comprometeu-se a subscrever pelo menos 20% do lote inicial, o que equivale a cerca de 4,37 milhões de ações.
Lucro da Irani (RANI3) Cai 79% no 4º Trimestre, Mas Ebitda Cresce 8,7%
A Irani Papel e Embalagem (RANI3) informou nesta segunda-feira (23) que o seu lucro líquido do quarto trimestre caiu para R$ 39,0 milhões, representando uma queda de 79% em relação aos R$ 189,8 milhões registrados no mesmo período de 2024, segundo comunicado ao mercado.
A companhia atribui essa queda no lucro principalmente à ausência do efeito não recorrente do quarto trimestre de 2024, quando houve um crédito tributário líquido de R$ 168,2 milhões.
A receita líquida de vendas teve um pequeno avanço de 2%, totalizando R$ 416,0 milhões. Já o resultado operacional ajustado, medido pelo Ebitda, apresentou um crescimento de 8,7%, alcançando R$ 129,0 milhões.
O volume de vendas de papelão ondulado registrou uma redução de 6%, totalizando 42 mil toneladas, enquanto os preços médios subiram 7%, para R$ 6.129 por tonelada, em uma estratégia da empresa de priorizar a rentabilidade em relação ao volume.
Gol (GOLL54) Aumenta Oferta em 13% e Reporta Taxa de Ocupação de 85,6% em Janeiro
A Gol (GOLL54) divulgou na sexta-feira (20) seus resultados preliminares de tráfego de janeiro de 2026, comparando com o mesmo mês do ano anterior.
No total, a companhia registrou um crescimento de 13% na oferta total (ASK). O número total de assentos subiu 12,9%, enquanto o número de decolagens aumentou 12,8%.
A demanda total (RPK) avançou 15,1% no período, elevando a taxa de ocupação a 85,6%.
No segmento doméstico, a oferta (ASK) cresceu 14,3%, enquanto a demanda (RPK) subiu 17,5% em relação ao ano anterior. A taxa de ocupação doméstica foi de 85,2%, com um aumento de 13,1% em decolagens, comportamento semelhante ao do total de assentos.
No segmento internacional, a oferta (ASK) alcançou 937 milhões, enquanto a demanda (RPK) foi de 820 milhões, resultando em uma taxa de ocupação de 87,5% nas rotas internacionais.
Natura (NATU3) Concorda em Pagar US$ 67 Milhões para Encerrar Caso da Avon nos EUA
A Natura (NATU3) anunciou nesta segunda-feira (23) que decidiu firmar um acordo para encerrar de maneira definitiva um caso envolvendo a Avon nos Estados Unidos, por meio de um pagamento de US$ 67 milhões.
De acordo com o fato relevante divulgado pela empresa, o acordo está relacionado a uma sentença de primeira instância desfavorável à Avon Products, concernente a alegações de contaminação por amianto em produtos de talco, cujo valor atualizado da condenação seria aproximadamente US$ 68,8 milhões.
O impacto financeiro do pagamento está previsto para ocorrer no dia 06 de março e será maioritariamente compensado pelo recebimento de US$ 22 milhões decorrentes da venda da Avon Card, além de 26,9 milhões de euros provenientes da venda da Avon Rússia.
A empresa ressalta que a formalização deste acordo não representa um reconhecimento de culpa ou irregularidade por parte da companhia ou de suas controladas, e que serve aos seus melhores interesses, considerando as particularidades da legislação norte-americana.
Presidente do Cade Prorroga Análise sobre Controle da Braskem (BRKM5) pela IG4
Após os pareceres da Secretaria-Geral (SG) do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que indicaram que o acordo para a transferência de controle da Braskem (BRKM5) para a gestora IG4 requer uma análise mais criteriosa, o presidente do órgão antitruste concordou com a prorrogação das avaliações, deixando a análise para deliberação pelo tribunal em um momento posterior. O despacho do presidente foi publicado na edição do Diário Oficial da União (DOU) na quinta-feira, 19.
A IG4 assumirá R$ 20 bilhões em dívidas e possui 50,01% do capital votante atualmente sob controle da Novonor. A Petrobras (PETR4) vai manter 47% de suas ações ordinárias e participará de um sistema de alternância de poder com o novo controlador.
A operação foi notificada ao Cade em dezembro de 2025 e a análise pela SG, que corresponde à área técnica da autarquia, ocorre em rito sumário, um procedimento simplificado e mais ágil para atos de concentração, como fusões e aquisições, de menor risco à concorrência.
A Secretaria-Geral tem um prazo de até 240 dias (oito meses) a partir da notificação da operação para concluir a análise do ato de concentração.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo
Fonte: www.moneytimes.com.br