Alta dos Preços do Ouro
A recente valorização dos preços do ouro parece estar perdendo ímpeto, com análises sugerindo que essa tendência poderia estar se aproximando de seu pico. De acordo com analistas do Deutsche Bank, o período de alta desde setembro até outubro já contabiliza 29 sessões de negociação, um número consideravelmente maior do que a mediana histórica que varia entre 18 e 19 dias.
Características da Alta
Michael Hsueh, um dos analistas do banco, destacou que essa alta foi marcada por uma combinação inusitada de forte movimentação direcional e volatilidade moderada. Essa dinâmica, segundo ele, tem se mostrado favorável para investidores sistemáticos e seguidores de tendências. No entanto, um recente aumento na volatilidade efetiva sugere que esse ambiente positivo pode estar começando a se dissipar.
Comparações de Períodos
Hsueh advertiu que essa situação não deve ser interpretada como um sinal de uma possível liquidação iminente. Ele fez uma comparação com o período de junho a agosto, quando o ouro permaneceu estagnado, sem sofrer correções significativas. O analista também notou que os modelos de valor justo do metal precioso aumentaram entre US$ 260 e US$ 290 por onça desde o início de agosto, proporcionando um nível de proteção aos investidores, mesmo com os preços à vista subindo quase US$ 700.
Participação de Outros Metais Preciosos
Um aspecto que diferencia essa atual alta das anteriores, especialmente as do início do ano, é a significante participação de outros metais preciosos. A prata, por exemplo, atingiu o preço de US$ 51 por onça, sustentada por taxas de arrendamento recordes, enquanto o paládio experimentou uma recuperação após um período de desempenho abaixo do esperado em 2025. Hsueh sustenta que esse movimento é mais alinhado ao comportamento histórico do mercado de metais, sugerindo que a valorização do ouro observada no início do ano foi uma anomalia.
Dados de Posicionamento e Fluxos de ETFs
Embora os dados de posicionamento de futuros ainda estejam indisponíveis devido à paralisação do governo dos Estados Unidos, os fluxos de ETFs sinalizam uma tendência de compras mais lenta quando comparada a vendas diretas.
Transação de Leaseback
Hsueh também destacou uma transação de leaseback envolvendo estoque de ouro da Umicore, mas recomendou cautela em relação a interpretações exageradas da situação. Segundo ele, a Umicore observou que as taxas de arrendamento, que historicamente foram estáveis, indicam que seus custos anuais com arrendamento “serão mais do que compensados por custos de financiamento reduzidos”.
Perspectivas Futuras
Em relação ao futuro, Hsueh projeta que a relação entre o ouro e o petróleo WTI ainda possui potencial para alta. Ele estima que essa relação pode vir a se deslocar para a faixa de 72 a 73. Essa mudança pode ocorrer se o preço do ouro avançar para US$ 4.450 por onça, ou se o petróleo bruto recuar para a previsão do Deutsche Bank de US$ 55 por barril para o ano de 2026.
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Fonte: br.-.com