Diálogo sobre guerra entre Trump e Irã: Paquistão se oferece para mediar

Conversações entre EUA e Irã em Território Paquistanês

O Primeiro-Ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou na terça-feira que seu país está disposto a sediar conversações entre os Estados Unidos e o Irã com o objetivo de buscar um "acordo abrangente" para o conflito em andamento.

Oposição à Guerra e Apoio ao Diálogo

"Pakistan welcomes and fully supports ongoing efforts to pursue dialogue to end the WAR in Middle East, in the interest of peace and stability in region and beyond," declarou Sharif em uma publicação na rede social X. Ele enfatizou que, "sujeito à concordância dos EUA e do Irã, o Paquistão está pronto e honrado em ser o anfitrião para facilitar conversas significativas e conclusivas para um acordo abrangente sobre o conflito em andamento."

A postagem mencionou as contas do Presidente Donald Trump, do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e do Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Trump, por sua vez, republicou uma captura de tela da postagem de Sharif na sua plataforma Truth Social na manhã de terça-feira.

Esforços Diplomáticos em Curso

Essas mensagens surgem em meio a relatos de que líderes regionais estão envolvidos em esforços diplomáticos secretos para ajudar a mediar um fim ao conflito, que já causou milhares de mortes e grandes impactos na economia global desde seu início, há menos de um mês.

No entanto, a situação entre os EUA e o Irã permanece ambígua, na medida em que ambos os países divulgam declarações contraditórias sobre o status de suas discussões.

Preparativos do Pentágono

Enquanto os esforços diplomáticos parecem estar avançando, o Pentágono está, segundo informações, preparando planos para despachar cerca de 3.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército para o Oriente Médio. Um pedido de ordem de desdobramento desses tropas em apoio às operações no Irã é esperado nas próximas horas, conforme o Wall Street Journal relatou na tarde de terça-feira, citando dois oficiais norte-americanos.

Essa movimentação ocorre após pelo menos duas outras grandes alocações de tropas dos EUA para o Oriente Médio nos dias anteriores, somando-se aos milhares de soldados já posicionados na região.

Os Estados Unidos ainda não ordenaram a presença de tropas em campo. Trump afirmou na semana passada a um repórter que "não está posicionando tropas em lugar nenhum", mas acrescentou: "Se eu estivesse, certamente não contaria isso a você".

Comunicações sobre Discussões de Paz

Em resposta à reportagem do Journal, um porta-voz do Exército comentou à CNBC que "posso lhe dizer que a 82ª Divisão Aerotransportada está atualmente em Fort Bragg, na Carolina do Norte".

Trump afirmou na segunda-feira que os principais negociadores dos EUA e seus homólogos iranianos estiveram envolvidos em "discussões muito, muito intensas", ocorrendo até no domingo à noite. Em virtude dessas conversas, Trump mencionou que iria adiar o ultimato que havia dado no sábado para o Irã abrir o Estreito de Hormuz em 48 horas, sob pena de sofrer grandes ataques a suas usinas elétricas e infraestrutura de energia. A notícia provocou uma alta nas ações americanas. No entanto, oficiais iranianos negaram que tais discussões tivessem ocorrido.

Divergências nas Comunicações

Uma fonte iraniana informou à CNN na terça-feira que os Estados Unidos iniciaram uma "abordagem" ao Irã, embora negociações formais ainda não tenham começado. Essa declaração contrasta com a de Trump, que afirmou na segunda que o Irã havia contatado os EUA: "Eu não liguei. Eles ligaram. Eles querem fazer um acordo".

O Washington Post, citando autoridades dos EUA e estrangeiras, reportou na manhã de terça-feira que Paquistão, Egito e Turquia desempenharam papéis de intermediários nas conversações entre Witkoff e Araghchi.

O Wall Street Journal também informou que os ministros das Relações Exteriores desses países, junto com a Arábia Saudita, se reuniram em Riade na quinta-feira para discutir como encontrar um fim diplomático para o conflito. Contudo, o Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, pressionou Trump na última semana a continuar a luta contra o Irã, conforme reportaram pessoas que foram informadas sobre as conversas pelos oficiais norte-americanos.

Esta é uma notícia em desenvolvimento. Por favor, verifique atualizações.
— Ryan Ruggiero contribuiu para este relatório.

Fonte: www.cnbc.com

Related posts

Como os CEOs das grandes petroleiras e gás preveem o impacto da interrupção de fornecimento da guerra no Irã.

Com a queda das ações e dos títulos, uma estratégia que brilhou em 2022 pode se tornar um sucesso novamente.

Ação de viagem pouco conhecida dispara após resultados; Wall Street recomenda compra.

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Leia Mais