Diretor de RI e conselheiro deixam cargos; descubra os novos nomes que assumem.

Mudanças na Diretoria do GPA

O GPA (PCAR3), responsável pela bandeira Pão de Açúcar, fez um anúncio importante ao mercado sobre mudanças na sua equipe de gestão, especificamente nas posições de diretor de relações com investidores e conselheiro. Rodrigo Manso renunciou ao cargo de diretor de relações com investidores (RI) estatutário, mas continuará a exercer a função de diretor não estatutário. Por outro lado, Rodolpho Costa Neves Francisco também se afastou do cargo de membro no conselho da companhia.

No comunicado distribuído na noite de quarta-feira, dia 4, a varejista revelou que Pedro Vieira Lima de Albuquerque foi eleito para assumir a posição de diretor de RI estatutário, função que será acumulada com o cargo de vice-presidente executivo financeiro que ele já ocupa.

Além de sua renúncia, Rodolpho Francisco solicitou ao GPA que retirasse seu nome da lista de candidatos proposta para o novo conselho de administração, cuja eleição está agendada para ocorrer durante uma Assembleia Geral Extraordinária marcada para o dia 27 de março. A vaga deixada por ele permanecerá desocupada até a realização da AGE.

Alternativas para o Perfil de Endividamento

Na mesma quarta-feira, o GPA também respondeu a questionamentos feitos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre uma matéria publicada pelo Valor Econômico, que indicava uma negociação de R$ 900 milhões com debenturistas.

Reforçando um fato relevante que havia sido divulgado anteriormente nesta semana, a companhia enfatizou que está envolvida em negociações construtivas com certos credores para a repactuação de dívidas financeiras, além de outras obrigações de curto prazo que não estão relacionadas diretamente às suas operações diárias. O GPA está analisando diferentes alternativas com o objetivo de melhorar o seu perfil de endividamento.

Segundo informações obtidas pelo Valor, a empresa estaria renegociando a rolagem de uma dívida aproximada de R$ 900 milhões com debenturistas de uma emissão cuja vencimento está previsto para 2024, com pagamentos parciais programados para julho. A conclusão dessa renegociação poderia abrir espaço para outros acordos, conforme fontes consultadas pelo jornal.

Situação Financeira do GPA

Atualmente, a companhia enfrenta um total de R$ 1,7 bilhão em dívidas que vencerão ao longo deste ano. No encerramento de 2025, o GPA registrou um capital circulante negativo de R$ 1,2 bilhão. Em termos práticos, isso significa que a empresa possui mais obrigações financeiras de curto prazo do que recursos disponíveis em caixa.

A maior parte das dívidas que estão prestes a vencer está concentrada em debêntures. No mês de maio, o GPA terá que quitar R$ 511 milhões referentes à 18ª emissão (primeira série). Em julho, outro montante de R$ 889 milhões, referente à 20ª emissão (segunda série), também deverá ser pago. Somando esses valores, chega-se a um total de R$ 1,4 bilhão em dívidas que precisam ser liquidadas nos próximos cinco meses.

Além disso, existem cerca de R$ 254 milhões relacionados à 20ª emissão (terceira série), cujos vencimentos estão programados para ocorrer entre os anos de 2026 e 2027. A empresa também possui um empréstimo no valor aproximado de R$ 508 milhões, que em parte também se inclui nas obrigações de curto prazo.

O total do endividamento da empresa é estimado em cerca de R$ 4 bilhões, um valor superior ao que se estima ser o mercado da companhia, que está em torno de R$ 1,5 bilhão. O balanço da companhia também revela a existência de R$ 16 bilhões em contingências tributárias que foram classificadas como perdas possíveis e que não estão provisionadas. Além disso, cerca de R$ 1 bilhão já foi provisionado como perda provável.

Embora o GPA disponha de R$ 1,7 bilhão em ativos fiscais diferidos e aproximadamente R$ 1,8 bilhão em créditos relativos a PIS/Cofins, a realização desses valores está atrelada à capacidade futura da empresa de gerar lucro. Isso traz incertezas, especialmente considerando o histórico recente de prejuízos enfrentados pela companhia.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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