Dólar à vista sobe 1%, alcançando R$ 5,52, impulsionado por eleições e fatores externos.

Alta do Dólar no Brasil

O dólar registrou a quarta alta consecutiva no Brasil nesta quarta-feira, dia 17, superando a marca de R$ 5,50. Esse movimento ocorre em meio a preocupações relacionadas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência em 2026. No exterior, a moeda americana também apresentou ganhos.

Fechamento do Mercado

No fechamento do dia, o dólar à vista teve uma elevação de 1,07%, sendo negociado a R$ 5,5223. Apesar desse aumento, a moeda acumula uma desvalorização de 10,63% em relação ao início do ano.

Às 17h07, o contrato de dólar futuro mais líquido na B3, que é para janeiro, estava em alta de 0,13%, cotado a R$ 5,5350. Neste mesmo horário, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas, subia 0,17%. O mercado aguarda a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, que está programada para ser divulgada na quinta-feira.

Acompanhamento das Declarações do Presidente

No Brasil, os investidores estavam atentos, durante a manhã, às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula se reunia com ministros na Granja do Torto, localizada em Brasília. Em seu discurso inicial, ele destacou que o ano eleitoral de 2026 será decisivo e que os ministros de seu governo, assim como os membros de seus respectivos partidos, terão que escolher de que lado estarão.

Preocupações do Mercado

Os investidores expressam receios quanto a uma possível divisão na oposição, que poderia ocorrer com a candidatura de Flávio Bolsonaro. Essa situação é vista como um fator que pode diminuir as chances de uma eventual vitória sobre Lula nas eleições de 2026. Há expectativas no mercado de que uma mudança na condução do governo federal possa levar a uma melhoria na situação fiscal do país, em virtude do aumento contínuo da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Desenvolvimentos nas Contas Públicas

No que diz respeito às contas públicas, durante a madrugada desta quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que prevê uma redução de 10% nos benefícios fiscais federais de vários setores. Além disso, o texto propõe um aumento da tributação sobre apostas e fintechs. Agora, a proposta segue para o Senado, onde será debatida e votada.

*Com informações da Reuters

Fonte: www.moneytimes.com.br

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