Dólar cai mais de 11% em 2025, alcançando o pior desempenho em quase dez anos; o que provocou essa desvalorização da moeda americana?

Dólar registra forte desvalorização em 2025

O dólar à vista (USDBRL) apresentou uma substancial desvalorização em 2025, resultado das flutuações na política tarifária dos Estados Unidos. Ao longo do ano, a moeda norte-americana perdeu 11,18% em relação ao real, encerrando o período cotada a R$ 5,4890. Esse resultado representa o pior desempenho anual da divisa desde 2016.

Quando analisamos a moeda em relação a divisas fortes, o índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta composta por seis moedas globais – euro, iene japonês, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço – também apresentou uma queda, acumulando perda de mais de 9% em 2025.

Fatores que impactaram o dólar em 2025

No início de 2025, o dólar tinha um valor de R$ 6,16, mas sua cotação começou a declinar ao longo dos meses, especialmente durante o primeiro trimestre. Entre janeiro e março, a moeda norte-americana enfrentou uma perda em torno de 7,4%, motivada principalmente por expectativas em torno da política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No mês de abril, Trump divulgou a implementação de tarifas recíprocas de 10% sobre produtos de todos os países parceiros comerciais, além de taxas adicionais para nações com as quais a balança comercial dos Estados Unidos apresentava déficit. O Brasil foi uma das exceções, sendo taxado com uma alíquota de 40%, além da taxa “mundial”.

Após o anúncio das tarifas, observou-se uma breve valorização do dólar, que, no entanto, não se sustentou. Isso se deve ao fato de que tarifas podem provocar um cenário considerado “estagflacionário”, o qual resulta em uma diminuição da atividade econômica ao mesmo tempo em que impulsiona a inflação, gerando efeitos que tipicamente se movem em direções opostas.

Além desse contexto, Trump também tomou a iniciativa de reduzir ou eliminar tarifas para diversos parceiros comerciais após negociações. Para o Brasil, isso se traduziu na remoção de tarifas sobre determinados produtos agrícolas e insumos, como a carne.

De acordo com a análise de estrategistas do Itaú BBA, o Brasil foi significativamente impactado por essas decisões, em virtude de fatores como o pequeno porte do mercado acionário nacional em comparação com economias desenvolvidas e a desvalorização acentuada do real que já havia ocorrido.

Outro ponto de destaque foi a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que deu início a um ciclo de afrouxamento monetário. Isso foi concretizado com a redução da taxa de juros de 4,25% a 4,50% ao ano para uma faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, realizada em três cortes consecutivos que começaram em setembro.

De maneira geral, a redução das taxas de juros pelo Fed tende a tornar o dólar menos atrativo, já que os rendimentos dos Treasuries diminuem. Isso, por sua vez, possibilita um aumento no apetite por risco em mercados com juros mais elevados, como o Brasil, onde a Selic é fixada em 15% ao ano.

A volatilidade do câmbio também foi exacerbada por tensões geopolíticas, com ênfase para os conflitos presentes no Oriente Médio, além das negociações em torno de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, que avançaram muito lentamente.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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