Dólar cai para o menor patamar desde maio de 2024, impulsionado por controle da inflação, entrada de capitais estrangeiros e alívio externo.

Queda do Dólar no Mercado Brasileiro

O dólar à vista encerrou a terça-feira, 27 de janeiro, com uma queda significativa no mercado brasileiro. A moeda norte-americana recuou 1,38%, finalizando cotada a R$ 5,2074 na paridade Dólar Americano / Real Brasileiro (FX:USDBRL). Este fechamento representa o menor valor desde 28 de maio de 2024, quando a moeda havia terminado o dia cotada a R$ 5,1539.

Fatores que Impulsionaram a Queda

Esse movimento de desvalorização do dólar foi impulsionado por uma série de fatores, incluindo a desvalorização global da moeda e um aumento no interesse de investidores estrangeiros por ativos brasileiros. Esse interesse foi particularmente visível nas ações negociadas na bolsa de valores nacional. Até o momento, no acumulado do ano, o dólar já apresenta uma queda de 5,13%, o que sugere um início de 2026 mais favorável para o real.

Desempenho do IPCA-15 e Museu o Comportamento da Selic

No contexto doméstico, um dos principais destaques foi a divulgação do IPCA-15, que reforçou a percepção de que a inflação está sob controle. A prévia da inflação oficial apresentou uma alta de 0,20% em janeiro, cifra que ficou abaixo da projeção de 0,21% do mercado e inferior ao resultado anterior de 0,25%, conforme os dados do IBGE.

Esse desempenho do IPCA-15 fortaleceu as expectativas em torno da manutenção da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O cenário indica uma ampliação do diferencial de juros, o que é benéfico para o carry trade favorável ao Brasil. Embora o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) tenha mostrado uma aceleração, subindo 0,63% no mês e acumulando alta de 6,01% nos últimos 12 meses, o mercado priorizou a indicação de um cenário inflacionário mais tranquilo para os consumidores. Esse fator proporcionou suporte adicional para a valorização do real.

Cenário Externo e Expectativas Econômicas

No exterior, o dólar também apresentou queda em relação a diversas moedas, em um âmbito de maior cautela global. Os investidores continuam a precificar a manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), além de estarem atentos aos riscos trazidos pela incerteza política relacionada ao presidente norte-americano Donald Trump, que inclui a possibilidade de um novo shutdown do governo a partir do próximo fim de semana.

A esse panorama se adiciona a expectativa em torno da escolha do próximo presidente do Fed, considerando a saída programada de Jerome Powell em maio. Além disso, as pressões inflacionárias, exacerbadas pelo inverno rigoroso, elevaram os preços do gás natural para além de US$ 6, um nível que não era registrado desde 2022. Esse conjunto de fatores contribuiu para a desvalorização do índice do dólar DXY (CCOM:DXY), criando espaço para a valorização de moedas de mercados emergentes, como o real.

Movimentação no Mercado Futuro da B3

Na B3, o mercado futuro também registrou movimentos bastante intensos. O contrato de dólar futuro mais negociado, com vencimento em fevereiro, observou uma queda de 1,48%, sendo negociado a R$ 5,2100, o que superou a queda verificada no mercado à vista.

Os contratos de Dólar Futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) passaram a contemplar não apenas o fluxo cambial favorável ao Brasil, mas também o ajuste das expectativas em relação a juros e inflação para os meses seguintes. A diferença de variação entre o mercado à vista e os vencimentos futuros sugere que o mercado ainda antecipa um ambiente externo volátil, embora os fundamentos internos pareçam capazes de sustentar o real no curto prazo.

Fonte: br.-.com

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