Dólar continua em queda, agora a R$ 5,27, enquanto aguarda a ‘Super Quarta’ e os riscos de novo shutdown nos EUA.

Movimento do Dólar no Último Semestre de Janeiro

O dólar começou a última semana de janeiro com uma tendência de queda, refletindo a continuidade das incertezas geopolíticas, o risco de uma nova paralisação do governo dos Estados Unidos e as expectativas em relação à ‘Super Quarta’.

Nesta segunda-feira, dia 26, a cotação do dólar à vista (USDBRL) fechou a sessão cotada a R$ 5,2797, apresentando uma leve diminuição de 0,12% em relação ao fechamento anterior.

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Esse movimento acompanhou uma tendência observada no cenário internacional. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, que é um indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, incluindo o euro e a libra, estava em queda de 0,53%, registrando 97.069 pontos.

Fatores que Influenciaram a Queda do Dólar

A manutenção da tendência de queda do dólar frente às moedas globais foi impulsionada por incertezas geopolíticas. A instabilidade causada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levou investidores a migrarem para ativos considerados mais seguros, como o ouro e a prata.

O preço do ouro, por exemplo, superou a marca de US$ 5.100 por onça-troy durante a sessão, concluindo as negociações deste dia com um novo recorde. O contrato mais ativo do ouro, que vence em fevereiro, teve uma alta de 2,06%, sendo cotado a US$ 5.082,50 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Possibilidade de Nova Paralisação do Governo dos EUA

Uma nova paralisação do governo dos Estados Unidos também surgiu como um fator de relevância. No último fim de semana, o líder da minoria no Senado dos EUA, Chuck Schumer, informou que os democratas não apoiarão o pacote destinado ao financiamento de agências federais se o projeto que abrange o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) for mantido.

Schumer justificou sua posição citando incidentes em Minnesota, após a morte de um cidadão norte-americano em confronto com agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

Os republicanos, que detêm o controle do Senado com uma diferença de 53 a 47 assentos, necessitam de 60 votos para aprovar a maioria das legislações. Desta forma, existe a possibilidade de uma nova shutdown do governo a partir de 31 de janeiro, em decorrência de divergências em relação ao pacote que inclui verbas para fiscalização da imigração.

Segundo a plataforma Polymarket, o mercado atribui uma probabilidade de 81% para a ocorrência de um novo shutdown governamental a partir do próximo sábado. Na última sexta-feira (23), essa probabilidade era de apenas 9%.

É importante lembrar que, no ano anterior, os Estados Unidos enfrentaram a maior paralisação de sua história, durando 43 dias, o que resultou em atrasos significativos na divulgação de dados econômicos.

Anúncios da Casa Branca e Expectativas para Política Monetária

Na tarde desta segunda-feira, a Casa Branca também anunciou que Trump fará um pronunciamento importante sobre a situação econômica do país no dia seguinte, 27 de janeiro.

O mercado financeiro também se preparava para a ‘Super Quarta’, um dia de relevantes decisões de política monetária tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

Do lado internacional, as expectativas são de que o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) mantenha a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Já no Brasil, o mercado aguarda que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mantenha a Selic inalterada em 15% ao ano, mas com uma possível sinalização para o início de um afrouxamento monetário em março.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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