Dólar encerra o dia em leve valorização devido à realização de lucros, ações do Banco Central e fatores externos.

Mercado de Câmbio: Análise do Dólar

O dólar à vista finalizou a sessão desta segunda-feira, dia 12 de janeiro de 2026, com uma leve alta de 0,11%, cotado a R$ 5,3723. O pregão foi caracterizado por uma volatilidade moderada e pela ausência de fatores domésticos significativos que pudessem influenciar o mercado. Durante o início da jornada, a moeda apresentou uma tendência de queda, acompanhando os movimentos do mercado externo, mas conseguiu se recuperar ao longo da manhã em decorrência de ajustes pontuais no fluxo e da realização de lucros, após uma recente desvalorização acumulada. No acumulado do ano de 2026, o dólar ainda apresenta uma desvalorização de 2,13% em relação ao real, mantendo-se em uma faixa relativamente controlada no contexto do mercado brasileiro.

Fatores Domésticos e Projetos para o Futuro

No ambiente doméstico, a sessão foi marcada por poucos catalisadores que pudessem impactar as negociações, apesar da atenção redobrada dos participantes do mercado. Logo na abertura, o dólar se beneficiou de um cenário externo mais favorável para as moedas emergentes, atingindo a mínima de R$ 5,3489. Ao longo do pregão, no entanto, houve um movimento de realização de lucros, comportamento comum após semanas de recuo, que resultou na devolução de parte dos ganhos recentes do real. O Banco Central do Brasil realizou um leilão de 50 mil contratos de swap cambial, visando a rolagem do vencimento de fevereiro. Essa operação contribuiu para a liquidez do mercado e ajudou a mitigar as oscilações nas cotações. O Boletim Focus manteve as previsões para a cotação do dólar ao fim de 2026 e 2027 em R$ 5,50. Além disso, o elevado diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos continua sendo um fator importante para a sustentação do real.

Impactos Externos no Mercado

No cenário internacional, o dólar enfrentou uma fraqueza generalizada em relação às principais moedas globais. Esse movimento foi impulsionado por novas tensões institucionais que surgiram nos Estados Unidos, após declarações que envolviam pressões do governo Trump sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Essa situação aumentou a percepção de risco político relacionada à condução da política monetária norte-americana, reduzindo a atratividade do dólar como um ativo de proteção. Como resultado, a moeda estadunidense perdeu força frente ao euro, à libra, ao franco suíço e a diversas divisas emergentes. O índice do dólar (DXY) recuou 0,37%, atingindo os 98,865 pontos no final da tarde.

Dados do Mercado Futuro da B3

No mercado futuro da B3, o contrato de dólar mais negociado, com vencimento em fevereiro, operou com uma leve baixa de 0,08%, cotado a R$ 5,3975 por volta das 17h04. A curva futura continuou a indicar prêmios moderados em relação ao dólar à vista, sinalizando a cautela dos investidores diante do cenário global, embora sem estresse significativo. A diferença entre os preços reflete ajustes técnicos, a expectativa de juros elevados no Brasil e a busca dos investidores por proteção frente a incertezas externas, mantendo o mercado ancorado dentro de uma faixa de variação recente.

Fonte: br.-.com

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