Dólar fecha em alta impulsionado por petróleo, Treasuries e incertezas eleitorais

Dólar fecha em alta impulsionado por petróleo, Treasuries e incertezas eleitorais

by Editoria Bolsa e Mercado
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Movimentação do Dólar à Vista

Na segunda-feira, 28 de setembro, o dólar à vista fechou em alta de 0,86%, cotado a R$ 5,2265. Esse movimento foi influenciado por uma combinação de fatores externos e domésticos. No cenário internacional, a moeda dos Estados Unidos se fortaleceu em meio à pressão sobre os preços do petróleo e à elevação dos rendimentos dos Treasuries. No Brasil, o mercado manteve foco especial no cenário político e nas discussões fiscais. Essa situação gerou uma postura mais cautelosa entre os investidores, sobretudo em razão das incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio e seus potenciais impactos sobre a inflação e as taxas de juros.

Por volta das 17h, horário de Brasília, o DXY, um indicador que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis outras moedas, registrou uma alta de 0,23%, alcançando 101,203 pontos.

Influências no Câmbio Brasileiro

No Brasil, o mercado de câmbio foi impactado por uma série de fatores, tanto externos quanto políticos. Um dos principais motivos foi a crescente possibilidade de prolongamento do conflito no Oriente Médio, que voltou a pressionar ativos de risco. Essa tensão se intensificou com a divulgação de uma proposta do Irã aos Estados Unidos, onde o país ofereceu a reabertura do Estreito de Ormuz em troca da liberação de fundos e ativos iranianos que estavam congelados. Apesar das tratativas mediadas e das comunicações entre as partes, Donald Trump afirmou ter rejeitado a proposta, o que continuou gerando incertezas sobre os próximos passos das negociações. Essa falta de um avanço concreto contribuiu para a pressão sobre os preços do petróleo Brent, que fechou em alta de 0,4%, a US$ 97,83 por barril. Para o câmbio brasileiro, a combinação de um petróleo mais pressionado e a elevação dos juros nos Estados Unidos criaram um ambiente desfavorável para o real.

Além disso, a proximidade do primeiro turno das eleições no Brasil tornou os investidores mais atentos às pesquisas e, especialmente, às projeções sobre as contas públicas após o pleito.

Aumentos nos Rendimentos dos Treasuries

No mercado externo, o dólar registrou um fortalecimento em virtude do aumento da cautela em relação à inflação, aos preços do petróleo e às altas nas taxas de juros. O DXY, por volta das 17h, subiu 0,23%, refletindo o fortalecimento da moeda norte-americana em comparação a outras divisas relevantes. Enquanto isso, os rendimentos dos Treasuries, os títulos de dívida do governo dos Estados Unidos, voltaram a subir. O título de 10 anos foi negociado a 5,232%, superando a marca de 5,181% registrada no ajuste anterior, realizado na sexta-feira, 25 de setembro. Essa pressão sobre os juros norte-americanos se tornou ainda mais relevante, já que o mercado começou a considerar a possibilidade de pelo menos duas elevações de 0,25 ponto percentual na taxa do Federal Reserve, conforme indicado pela ferramenta FedWatch do CME Group.

De acordo com a avaliação do economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, a combinação de um petróleo mais caro, a incerteza em relação ao conflito no Oriente Médio e o aumento dos juros nos Estados Unidos contribui para explicar a pressão sobre moedas, incluindo o real.

Mercado de Dólar Futuro na B3

No mercado de dólar futuro da B3, os contratos se ajustam de acordo com as percepções dos investidores sobre a tendência do câmbio, mas os dados disponíveis para esta segunda-feira, 28 de setembro, não indicam as cotações ou variações individuais dos diferentes vencimentos. Portanto, não é possível quantificar com precisão a diferença entre cada mês futuro e o dólar à vista, que finalizou o pregão com alta de 0,86%, cotado a R$ 5,2265.

Entretanto, o cenário geral foi marcado por uma pressão crescente sobre o câmbio, impulsionada por um petróleo em alta, a pressão sobre os Treasuries e a preocupação com o cenário eleitoral brasileiro. Esses fatores ajudam a esclarecer por que o mercado futuro ainda se mostra sensível às expectativas relacionadas a juros, inflação, riscos externos e às contas públicas, variáveis que podem modificar a formação do preço do dólar nos próximos vencimentos.

Fonte: br.advfn.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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