Dólar fecha em R$ 5,31 após alta impulsionada pelo aumento do petróleo e expectativas de redução da Selic.

Valorização do Dólar

O dólar manteve o movimento de forte valorização observado no dia anterior e encerrou o pregão em alta.

Nesta sexta-feira (13), o dólar à vista (USDBRL) finalizou as negociações cotado a R$ 5,3163, com um ganho de 1,41%.

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Esse movimento de alta acompanhou o comportamento da moeda americana no mercado internacional. Por volta das 17 horas (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, incluindo euro e libra, operava com um aumento de 0,73%, alcançando 100,466 pontos.

No acumulado da semana, o dólar apresentou uma valorização de 1,38% em relação ao real.

Fatores que Influenciaram a Cotação do Dólar

As tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuíram para a nova valorização do petróleo, com o barril Brent sendo cotado acima de US$ 100 ao final da jornada de negócios.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os EUA irão escoltar embarcações pelo Estreito de Ormuz, se necessário. Em entrevista à Fox News, Trump também declarou que as forças militares americanas iriam atacar o Irã “com muita força na próxima semana”.

A declaração foi emanada como resposta ao Irã, que na véspera viu seu novo líder supremo Mojtaba Khamenei afirmar que o estreito deveria permanecer fechado “como instrumento de pressão contra os EUA e Israel”.

Os investidores também se voltaram para novos dados de inflação disponíveis nos Estados Unidos.

Dados de Inflação nos EUA

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,3% em janeiro, em conformidade com as expectativas do mercado. Na comparação anual, o índice apresentou um aumento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% previstas por economistas consultados pela Dow Jones. Este dado é considerado a principal referência de inflação pelo Federal Reserve (Fed), que é o Banco Central norte-americano.

Com a intensificação das tensões e os dados de inflação alinhados ao esperado, o mercado começou a considerar setembro como o mês mais provável para a retomada do ciclo de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve. Perto do fechamento do dia, a probabilidade de corte em setembro era de 54,2%, conforme indicado pela ferramenta FedWatch, do CME Group. No dia anterior, os traders observavam uma chance de redução das taxas apenas em dezembro.

Para a decisão que acontecerá na próxima semana, a probabilidade de manutenção das taxas na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 99,1%.

Expectativas no Brasil

No Brasil, o mercado também ajustou suas expectativas quanto ao afrouxamento monetário. Tanto as Opções do Copom na B3 quanto a curva a termo precificam um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), reduzindo a taxa de 15% para 14,75% ao ano na próxima semana. Antes do início do conflito no Irã, a expectativa majoritária era de uma redução inicial de 0,50 ponto percentual.

Ainda no Brasil, o mercado começou a avaliar as implicações do pacote de medidas do governo destinado a controlar os preços dos combustíveis, que foi anunciado no dia anterior. As pesquisas eleitorais também continuaram a ser monitoradas pelos investidores.

Pela manhã, o Banco Central do Brasil efetuou a venda de US$ 1 bilhão em moeda à vista, além de 20.000 contratos no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso, em dois leilões simultâneos. Esta operação, conhecida como “casadão”, tem como objetivo aumentar a liquidez no mercado à vista durante momentos de estresse, como o que se observa atualmente, em que o dólar enfrenta pressões em razão dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O efeito total dessa operação sobre as cotações do dólar tende a ser nulo, uma vez que o BC vendeu US$ 1 bilhão em um segmento e comprou US$ 1 bilhão em outro.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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