Desempenho do Dólar no Mercado Brasileiro
O dólar à vista encerrou a segunda-feira, dia 2 de fevereiro, próximo da estabilidade no mercado de câmbio brasileiro, mantendo-se acima do patamar de R$ 5,25. A paridade entre o dólar norte-americano e o real brasileiro (FX:USDBRL) fechou com uma leve alta de 0,18%, cotando-se a R$ 5,2577. Esse movimento foi influenciado por um ajuste e a realização de lucros, após a forte queda acumulada ao longo do mês de janeiro. No último mês, a moeda americana recuou 4,39% e, no acumulado do ano de 2026, já apresenta uma queda de 4,21%. Apesar da leve alta no dia, o ambiente doméstico mais favorável ajudou a conter oscilações mais significativas no fechamento do câmbio.
Situação Política e Expectativas de Mercado
No cenário brasileiro, os investidores acompanharam o retorno das atividades no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF), trazendo Brasília novamente para o centro das atenções do mercado financeiro. O Boletim Focus reforçou a perspectiva de estabilidade nas expectativas econômicas, mantendo a projeção do dólar para o fim do ano em R$ 5,50. Além disso, a taxa Selic é estimada em 12,25% ao ano, embora a taxa básica atual seja de 15%. O consenso entre os analistas sugere que o Banco Central deve iniciar um ciclo de cortes de juros em março.
Impactos da Selic e Juros Estrangeiros
A expectativa de redução da taxa Selic, aliada à taxa de juros nos Estados Unidos, que se encontra entre 3,50% e 3,75%, mantém um diferencial de juros que é favorável ao Brasil. Esta situação continua atraindo um fluxo considerável de capital estrangeiro, ajudando a limitar pressões adicionais sobre o câmbio, mesmo em dias em que se observa ajuste no valor do dólar.
Desempenho do Dólar no Cenário Internacional
No contexto internacional, o dólar reportou perdas significativas em relação a moedas de países emergentes que são exportadores de commodities, como o peso mexicano e o peso chileno. Este movimento aconteceu em um ambiente global que favorece uma maior propensão ao risco. O declínio foi impulsionado pela queda superior a 1% do minério de ferro na China, além da redução de mais de 4% do preço do petróleo. Este último movimento ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicaram a possibilidade de uma diminuição das tensões com o Irã. A alta nos principais índices das ações nos Estados Unidos, juntamente com a queda de cerca de 5% do índice de volatilidade VIX, contribuiu para reduzir a demanda por proteção, o que pressionou o índice DXY (CCOM:DXY).
Comportamento dos Contratos Futuros na B3
Na B3, os contratos futuros de dólar apresentaram um comportamento diferente em relação ao mercado à vista. Às 17h07, o dólar futuro para março — que é o vencimento mais líquido — registrou uma queda de 0,06%, sendo cotado a R$ 5,2875. Este movimento sugere uma atitude mais cautelosa por parte dos investidores em relação ao cenário futuro. Embora o dólar à vista tenha encerrado o dia com uma leve alta, os preços futuros indicaram uma acomodação das expectativas, refletindo apostas em juros mais baixos no Brasil e em um ambiente externo que parece menos adverso nos meses seguintes.
Fonte: br.-.com