Dólar recua e Bolsa se valoriza entre gestoras antes do Copom; confira os palpites para a Selic amanhã.

Dólar recua e Bolsa se valoriza entre gestoras antes do Copom; confira os palpites para a Selic amanhã.

by Editoria Bolsa e Mercado
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Bolsa pode valorizar com ajuste fiscal em 2027, mas eleição deve trazer volatilidade, diz Ágora

Para o economista-chefe da corretora Ágora, Dalton Gardimam, setembro deve trazer mudanças de posicionamento e oscilações no mercado financeiro.

Mudanças no Posicionamento das Gestoras

Desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), observou-se uma redução na quantidade de gestoras de investimentos que estão posicionadas compradas em dólar no Brasil. Ao mesmo tempo, aumentou a participação de instituições que optaram por investir na Bolsa local. Esses dados foram obtidos a partir de uma pesquisa realizada pela XP Investimentos com um total de 20 gestoras que atuam em mandatos multimercados macro.

A corretora elabora esse levantamento a cada reunião do Copom. Nas respostas coletadas entre os dias 4 e 11 de setembro, ficou claro que 95% dos gestores esperam uma redução nas taxas de juros no Brasil na próxima quarta-feira, dia 16. Atualmente, a taxa Selic está fixada em 14% ao ano, e a expectativa predominante do mercado é de um corte de 25 pontos-base, o que resultaria na nova taxa de 13,75%. Essa expectativa está alinhada com a mediana apresentada no Boletim Focus.

Expectativas para Juros nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) também se reunirá no mesmo dia para decidir sobre a política de juros. Neste contexto, 75% dos gestores brasileiros esperam que as taxas sejam mantidas, uma expectativa que contrasta com a análise da plataforma FedWatch, do CME Group, que aponta para uma possibilidade de 92,5% de aumento nas taxas de juros na maior economia do mundo.

Posição das Gestoras em Dólar e Real

Entre as gestoras que operam com mandatos multimercados, a concentração de instituições posicionadas compradas em dólar caiu de 46% em agosto para 20% em setembro, o menor índice registrado desde abril. Em contrapartida, as gestoras que adotaram posições vendidas em dólar aumentaram de 21% para 35%, enquanto aquelas com posições neutras subiram de 33% para 45%.

No que diz respeito à moeda brasileira, o real, houve um aumento significativo da neutralidade nas gestoras, que subiu de 21% para 60%, alcançando assim o maior patamar da série de dados apresentada. Por outro lado, a participação de gestoras que mantinham posições vendidas na moeda mostrou uma queda considerável, passando de 42% para 10%. Apesar deste recuo, o número de gestoras compradas também diminuiu, indo de 38% para 30%.

Na Bolsa brasileira, o cenário para posições compradas se mostrou otimista, saltando de 63% em agosto para 70% em setembro. As posições vendidas, por sua vez, foram completamente eliminadas, marcando o primeiro registro de 0% na série, enquanto no mês anterior o índice era de 17%.

Cenário Internacional de Investimentos

No âmbito dos investimentos internacionais, a situação se revelou um pouco diferente. As gestoras que mantinham posições compradas nos Estados Unidos cederam de 54% para 50%. Em compensação, as posições em outras partes do mundo, excluindo os Estados Unidos, aumentaram de 17% para 25%.

Nenhuma das gestoras consultadas na pesquisa apresentou posição vendida na Bolsa brasileira.

Projeções Econômicas

Em relação às previsões econômicas elaboradas pelas gestoras, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 teve uma queda significativa, reduzida de 2,0% para 1,8%. Essa revisão representa a maior diminuição registrada na série, colocando a estimativa abaixo da mediana do Focus, que está em 1,93%. A projeção de inflação também sofreu um ajuste, passando de 5,01% para 4,97%, sendo essa a segunda queda consecutiva e convergindo para a expectativa do Boletim Focus, que estipula a inflação em 5%. Para a Selic ao final de 2026, a estimativa atual é de 13,5%, o que está abaixo da expectativa geral do mercado, que é de 13,75%.

Visão sobre a Economia

Paralelamente, as percepções negativas em relação à economia brasileira permaneceram praticamente estáveis, atingindo 55%, que representa o maior patamar histórico. Por outro lado, a percepção positiva sobre a economia se recuperou, aumentando de 8% para 20%. Quanto à economia global, a visão positiva entre as gestoras cresceu de 33% para 40%, enquanto a visão negativa recuou de 21% para 10%, marcando o menor índice desde março.

Formação em Investimentos do Estadão

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A continuidade das informações sobre o cenário econômico e financeiro pode ser acompanhada em publicações futuras.

Fonte: www.estadao.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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