Dólar registra leve queda e encerra a R$ 5,39 sob influência dos juros nos EUA e Galípolo.

Dólar registra leve queda e encerra a R$ 5,39 sob influência dos juros nos EUA e Galípolo.

by Ricardo Almeida
0 comentários

Movimento do Dólar em Declínio

Na sessão de hoje, o dólar apresentou uma diminuição de sua força, influenciado por declarações de diretores do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) e do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.

O dólar à vista (código USDBRL) fechou o dia cotado a R$ 5,3950, apresentando uma queda de 0,12%.

Esse desempenho acompanhou a tendência observada no mercado externo. Aproximadamente às 17h, no horário de Brasília, o DXY, um indicador que mede o valor do dólar em relação a uma cesta de seis divisas globais, entre elas o euro e a libra esterlinas, registrava uma leve baixa de 0,02%, situando-se aos 100.162 pontos.

  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado.

Fatores que Influenciaram a Cotação do Dólar

O cenário da política monetária continua a ser o foco central para os investidores e as movimentações do mercado de câmbio.

Nos Estados Unidos, as expectativas de um novo corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve subiram para 80%. Em uma análise feita pela ferramenta FedWatch, do CME Group, constatou-se uma probabilidade de 80,9% de que o Fed reduza a taxa de juros para um intervalo de 3,50% a 3,75% por cento ao ano. Na última sexta-feira, essa probabilidade era de 71,0%. A expectativa de manutenção dos juros caiu de 29,0% para 19,1% hoje.

A precificação dessa continuidade no ciclo de afrouxamento monetário foi corroborada por declarações recentes de diretores do Fed. Em particular, o diretor Christopher Waller enfatizou que os dados disponíveis ainda indicam uma fraqueza no mercado de trabalho dos Estados Unidos, o que justificaria um corte adicional nas taxas na próxima reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC), agendada para os dias 9 e 10 de dezembro.

Waller afirmou que, desde a última reunião do Fed, a maioria das informações provenientes do setor privado mantém a situação de fraqueza no mercado de trabalho. Ele comentou que a inflação deve diminuir, um ponto abordado em sua participação no programa Mornings with Maria, da Fox Business.

Recentemente, alguns dirigentes do BC norte-americano expressaram opiniões contraditórias sobre a direção futura das taxas de juros, enquanto o mercado tem reforçado a expectativa de novas reduções.

Em termos gerais, um aumento nos cortes de juros pelo Fed pode resultar em uma pressão negativa sobre o dólar, o tornando menos atrativo em comparação, especialmente em relação a investimentos que oferecem rendimentos mais altos, como o Brasil.

Taxa de Juros no Brasil

Além das influências externas, a valorização das commodities também proporcionou força ao real em relação ao dólar, dada a condição do Brasil como um país exportador. Na China, por exemplo, o contrato futuro do minério de ferro, com vencimento em janeiro, registrou um aumento de 0,44%, atingindo 790,50 yuans (cerca de US$ 111,23) por tonelada, na Bolsa de Dalian.

Por sua vez, o contrato mais negociado do petróleo Brent, com vencimento em fevereiro, fechou com uma alta de 1,25%, atingindo US$ 62,72 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

As declarações do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, também provocaram movimentação no câmbio. Durante um evento na Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Galípolo enfatizou a dependência do BC em relação aos dados disponíveis e expressou seu descontentamento com as expectativas de inflação. Ele ainda mencionou que as críticas do governo em relação à taxa de juros “não incomodam”.

“Sempre que necessário, o BC empregará a taxa de juros”, afirmou Galípolo.

Em resposta a essas declarações, o mercado reduziu as expectativas para a Selic no próximo ano. Economistas que foram consultados pelo Banco Central ajustaram suas projeções para a taxa de juros de 12,25% para 12% em 2026, conforme revelado no Boletim Focus desta segunda-feira. Para o ano corrente, a estimativa para a taxa se mantém em 15% ao ano.

As projeções para a inflação também sofreram ajustes para baixo. Os economistas agora preveem que o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará o ano com um índice de 4,45%, inferior ao 4,46% projetado há uma semana. Esta é a segunda queda consecutiva, com a nova expectativa permanecendo dentro do intervalo de tolerância estabelecido pela meta do Banco Central, que é de 3%, com uma margem de até 1,5 ponto percentual.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy