Início da Semana e Comportamento do Dólar
O dólar iniciou a semana prolongando as perdas registradas anteriormente, com os investidores voltando suas atenções para as negociações em andamento no Congresso dos Estados Unidos em relação ao fim da paralisação, que já se estende por 41 dias, tornando-se a mais longa da história do país norte-americano.
Nesta segunda-feira (10), o dólar à vista (USDBRL) encerrou o dia cotado a R$ 5,3073, com uma queda de 0,53%.
Esse movimento acompanhou a tendência do mercado exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, um indicador que compara o dólar a uma cesta de seis moedas globais, incluindo o euro e a libra, apresentou uma baixa de 0,02%, estabelecendo-se em 99,580 pontos.
Fatores que Influenciaram o Dólar
O prolongamento da paralisação governamental, conhecido como shutdown, continua a ser um dos principais fatores preocupantes para os investidores. Recentemente, houve novos desdobramentos sobre esse assunto, que se intensificaram neste último fim de semana.
No domingo à noite (9), o Senado dos Estados Unidos avançou com um projeto de lei que assegura o financiamento do governo federal até 30 de janeiro. O texto inclui um pacote com três propostas orçamentárias de longo prazo, que visam a execução fiscal total.
Contudo, embora tenha sido aprovado no Senado, esse projeto ainda precisa passar pela Câmara dos Representantes antes de ser enviado para a sanção do presidente Donald Trump, um processo que pode levar alguns dias. Além disso, o texto não contempla a votação imediata da extensão dos subsídios de saúde, uma demanda dos democratas que pode atrasar as negociações na Câmara.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, observou que “o avanço das negociações no Senado dos EUA para encerrar o shutdown aumentou o apetite por risco, diminuindo a busca por proteção e favorecendo moedas como o real”.
Expectativas no Mercado Brasileiro
No Brasil, os investidores estão funcionando em modo de espera em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro, além da ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Na semana passada, o colegiado do Banco Central decidiu por unanimidade manter a taxa Selic em 15% ao ano, estabelecendo-a no maior nível da taxa básica de juros desde meados de 2006. Esta foi a terceira manutenção consecutiva, conforme esperado pelo mercado.
Os economistas consultados pelo Banco Central (BC) mantiveram as suas projeções para a inflação de 2025 em 4,55%, conforme atualizado no Boletim Focus desta segunda-feira (10).
Adicionalmente, uma nova rodada de negociações entre Brasil e Estados Unidos está prevista. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reunirá novamente com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, nesta semana durante a reunião do G7 no Canadá.
O real também se beneficiou da valorização das commodities. Os contratos futuros do petróleo Brent encerraram a sessão na sexta-feira (7) com um aumento de 0,68%, cotados a US$ 64,06 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Fonte: www.moneytimes.com.br