Dow Jones e Nasdaq enfrentam quedas semanais devido à pressão das tarifas e à inflação contínua em Wall Street

Análise do Mercado de Ações

As ações nos Estados Unidos apresentaram oscilações ao longo do pregão na sexta-feira, dia 30, mas mantiveram um viés negativo durante toda a sessão. Após uma recuperação de uma forte onda de vendas no início do dia, que resultou em um fechamento misto na sessão anterior, os principais índices encerraram a sexta-feira firmemente em território negativo.

Desempenho dos Índices

O Dow Jones caiu 179,09 pontos, equivalente a 0,36%, finalizando o dia em 48.892,47. O S&P 500 também registrou perdas, recuando 29,98 pontos, ou 0,43%, para 6.939,03. O Nasdaq, que possui uma forte concentração de empresas de tecnologia, foi o índice que mais teve perdas, com uma queda de 223,30 pontos, ou 0,94%, encerrando em 23.461,82.

No acumulado da semana, o Dow Jones teve uma queda de 0,4% e o Nasdaq apresentou um recuo de 0,2%. O S&P 500, por outro lado, registrou uma leve alta de 0,3%.

Fatores que Influenciaram o Mercado

A fraqueza observada em Wall Street pode ser atribuída, em parte, ao ressurgimento das preocupações com a inflação. Essa inquietação foi provocada pelo Departamento do Trabalho, que divulgou um relatório indicando que os preços ao produtor aumentaram de maneira significativa, superando as expectativas para o mês de dezembro.

O Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao produtor para a demanda final subiu 0,5% em dezembro, após um aumento de 0,2% em novembro. Economistas esperavam um novo crescimento de apenas 0,2%. O relatório indicou ainda que os preços ao produtor em dezembro aumentaram 3,0% em relação ao mesmo mês do ano anterior, mantendo-se inalterados em comparação com novembro. A previsão era de que essa taxa anual desacelerasse para 2,7%.

A sensação negativa também pode ter sido reforçada por novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump. O presidente ameaçou o Canadá com uma tarifa de 50% sobre todas as aeronaves vendidas nos Estados Unidos, em resposta à recusa do país em certificar determinadas aeronaves da Gulfstream. Além disso, Trump assinou uma ordem executiva que impõe tarifas sobre os bens provenientes de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba.

Os investidores também mostraram preocupação em relação à intenção de Trump de nomear Kevin Warsh, ex-diretor do Federal Reserve, como seu sucessor na presidência do Fed. Chris Zaccarelli, diretor de investimentos da Northlight Asset Management, destacou que, embora os mercados possam estar aliviados com a indicação de um ex-integrante do Fed, também há incertezas sobre a possibilidade de Warsh não ser tão favorável quanto se esperava para o novo presidente.

Setores do Mercado

As ações de empresas de ouro apresentaram um dos piores desempenhos do dia, impulsionadas pela forte queda nos preços do metal precioso. O índice NYSE Arca Gold Bugs despencou 12,6%. Além disso, as ações de semicondutores e de hardware de computadores mostraram fraqueza significativa, impactando negativamente o Nasdaq, que é fortemente concentrado em tecnologia.

Os setores de aço, companhias aéreas, biotecnologia e construção residencial também registraram quedas expressivas, acompanhando a maioria dos seus pares em outros grandes setores do mercado.

Desempenho em Outros Mercados

No cenário internacional, os mercados acionários da região Ásia-Pacífico encerraram predominantemente em baixa na sexta-feira. O índice japonês Nikkei 225 recuou 0,1%, enquanto o Shanghai Composite da China teve uma queda de 1%. O Hang Seng de Hong Kong sofreu uma brusca desvalorização de 2,1%.

Em contraste, os principais mercados da Europa apresentaram alta ao longo do dia. O índice DAX da Alemanha subiu 0,9%, o CAC 40 da França avançou 0,7%, e o FTSE 100 do Reino Unido obteve um ganho de 0,5%.

Mercado de Títulos

No mercado de títulos, os Treasuries apresentaram uma correção, devolvendo parte dos ganhos registrados no dia anterior. O rendimento do título de referência de dez anos, que se move na direção oposta ao preço, subiu 1,4 ponto-base, fixando-se em 4,241%.

Expectativas Futuras

Na próxima semana, o relatório mensal de empregos do Departamento do Trabalho será um ponto focal para os investidores. Além disso, aguarda-se a divulgação de relatórios sobre a atividade nos setores industrial e de serviços, informações sobre vagas de emprego e dados referentes à confiança do consumidor. As recentes movimentações do cenário geopolítico também devem ser acompanhadas de perto.

Fonte: br.-.com

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