Indices Futuros de Nova York
Nesta quinta-feira, os índices futuros de Nova York operam sem uma direção definida, com o Dow Jones apresentando uma queda de 0,57% e o Nasdaq registrando uma alta de 0,35%. Os investidores continuam a monitorar o mercado de petróleo, que está em ascensão em meio a incertezas no Oriente Médio. O dólar avança em relação a moedas fortes, pressionado pelo aumento dos preços do petróleo, enquanto o euro atinge o menor nível em 16 meses. Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries de longo prazo alcançaram máximas que não eram vistas desde 2002, refletindo a volatilidade do mercado.
Desempenho do Dow Jones e Outros Índices
O Dow Jones opera em queda, ao passo que os índices futuros das bolsas de Nova York mostram sinais mistos, com o Nasdaq apresentando ganhos e o S&P 500 em ligeira baixa. Os investidores estão atentos ao comportamento do petróleo, que recuperou força pela manhã, depois de ter enfrentado um recuo durante a maior parte da madrugada.
Agenda Econômica dos Estados Unidos
A agenda dos Estados Unidos para o dia inclui como destaque as leituras de atividade (PMIs) da indústria. Além disso, comentários de dirigentes do banco central norte-americano, o Federal Reserve (Fed), também estão sendo acompanhados de perto.
Às 7h30 (horário de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones registrava uma queda de 0,57%, enquanto o S&P 500 recuava 0,07% e o Nasdaq apresentava uma alta de 0,35%.
Mercado de Petróleo
Os contratos futuros de petróleo sobem, estendendo os ganhos da sessão anterior, impulsionados pelas incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Mais cedo, a commodity havia apresentado uma leve queda devido a sinais de aumento do fluxo de petróleo a partir do Golfo Pérsico.
Nos últimos dias, as exportações da região mostraram um crescimento significativo, com algumas estimativas indicando que os volumes estão se aproximando dos níveis anteriores ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã, conforme afirmam analistas da ANZ Research, que é o setor de pesquisa econômica e de mercados do banco australiano ANZ.
A empresa Kpler, especializada em rastreamento por satélite, estima que os embarques atingiram 12,5 milhões de barris por dia na semana encerrada em 27 de setembro, o que representa apenas 1 milhão de barris por dia a menos do que o patamar que prevalecia antes do conflito.
Às 7h30 (horário de Brasília), o preço do petróleo WTI para entrega em novembro estava em alta de 1,55% na Nymex, cotado a US$ 91,82 por barril. Já o Brent para dezembro avançava 2,17% na ICE, atingindo a marca de US$ 100,17 por barril.
Dólar em Alta sob Influência do Petróleo
O dólar se valoriza fortemente frente a uma cesta de moedas robustas, em decorrência da alta nos preços do petróleo. A commodity mais cara tende a aumentar a pressão para que o Fed considere elevar os juros novamente, após a elevação realizada em meados de setembro.
O euro, por sua vez, caiu ao menor nível em 16 meses em relação ao dólar, acentuando sua trajetória de desvalorização em meio às expectativas de um aperto monetário por parte dos Estados Unidos.
Às 7h30 (horário de Brasília), a moeda do bloco europeu estava cotada a US$ 1,1287; a libra esterlina recuava para US$ 1,3217 e o dólar subia para 158,21 ienes. O índice DXY, que rastreia as flutuações do dólar em relação a seis divisas relevantes, tinha uma alta de 0,36%, alcançando 101,82 pontos.
Paralelamente, os rendimentos dos Treasuries americanos, conhecidos como Títulos do Tesouro, com maturidade mais longa, atingiram níveis máximos desde 2002, em razão da volatilidade dos preços do petróleo. Às 7h30 (horário de Brasília), o rendimento da T-note de 2 anos subia para 4,893%, enquanto a T-note de 10 anos avançava para 5,315% e o T-bond de 30 anos aumentava para 5,648%.
Informações Adicionais
Com informações do Broadcast.
Fonte: www.estadao.com.br
