Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq apresentam divergências em meio à fraqueza do setor tecnológico e uma agenda econômica reduzida

Desempenho dos Índices dos EUA

Os principais índices das bolsas de valores dos Estados Unidos abriram em direções misturadas nesta sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, apresentando movimentos opostos em suas principais médias.

Às 11h31 (horário de Brasília), o índice Dow Jones registrava um aumento de 99,88 pontos, ou 0,21%. Em contraste, o índice S&P 500 apresentava uma queda de 5,86 pontos ou -0,08%, enquanto o Nasdaq apresentava uma diminuição de 87,93 pontos, ou -0,36%. A taxa de retorno dos títulos de 10 anos subia para 4,192%.

A queda nas ações da Broadcom (NASDAQ:AVGO) pode estar influenciando o movimento do Nasdaq, uma vez que a fabricante de chips enfrentou uma perda de cerca de 5% no pré-mercado. Apesar dos resultados do quarto trimestre fiscal terem superado as expectativas e da empresa ter fornecido uma previsão positiva para o trimestre atual, a Broadcom está sob pressão.

Além disso, fabricantes de chips como a Advance Micro Devices (NASDAQ:AMD) e a Micron Technology (NASDAQ:MU) também mostraram fraqueza no pré-mercado, refletindo uma possível rotação contínua para fora das ações de tecnologia.

O índice Dow Jones, por sua vez, pode continuar se beneficiando de uma movimentação em direção a ações cíclicas, tendo alcançado um novo recorde de fechamento na última sexta-feira. O índice S&P 500 também encerrou sua sessão anterior com um novo recorde de fechamento.

Relatórios Econômicos dos EUA

A atividade geral nos mercados pode estar ligeiramente moderada, uma vez que a ausência de dados relevantes nos relatórios econômicos da agenda de hoje pode estar mantendo alguns investidores em estado de cautela.

Entretanto, o presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, participará de uma conversa moderada antes do 39º Simpósio Anual de Perspectivas Econômicas, marcado para as 12h35 (horário de Brasília).

Fechamento Anterior do Mercado

Os mercados estadounidenses fecharam a quinta-feira com uma divisão notável: enquanto o Dow Jones avançou de forma expressiva, o Nasdaq sofreu um recuo. Apesar de uma recuperação parcial das perdas, o índice tecnológico ainda finalizou o dia com uma queda de 60,30 pontos (-0,3%), encerrando a 23.593,86, em resposta ao desempenho desigual entre as empresas de tecnologia.

Contrariamente, outros índices demonstraram força. O S&P 500 subiu 14,32 pontos (+0,2%), fechando a 6.901,00, enquanto o Dow Jones disparou 646,26 pontos (+1,3%), alcançando um recorde de 48.704,01. Essa valorização do Dow foi impulsionada por altas consideráveis em empresas como Visa (+6,1%), Nike, UnitedHealth e American Express.

No entanto, o Nasdaq foi pressionado pela drástica queda das ações da Oracle (-10,8%), que, apesar de ter superado as previsões de lucro, decepcionou com seus resultados de receita. Essa fraqueza também se estendeu a ações relacionadas à inteligência artificial, incluindo a Nvidia, que recuou diante de preocupações renovadas sobre suas avaliações elevadas.

Em termos de dados econômicos, os Estados Unidos registraram um inesperado aumento nos pedidos de auxílio-desemprego, com os requerimentos iniciais subindo para 236 mil, um aumento de 44 mil em comparação aos 192 mil revisados da semana anterior, superando a expectativa de 220 mil. Setores como ouro (+4,3%) e aço (+2,2%) se destacaram, enquanto as petrolíferas caíram devido à queda no preço do petróleo.

Desempenho na Europa

As ações na Europa apresentaram alta nesta sexta-feira, impulsionadas pelo otimismo dos investidores em relação à possibilidade de novos cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve dos Estados Unidos em 2026.

Em termos de economia, a economia do Reino Unido contraiu pelo segundo mês consecutivo em outubro, conforme relatado pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS).

O Produto Interno Bruto (PIB) registrou uma queda inesperada de 0,1% em outubro comparado a setembro, um ritmo de declínio que se manteve em relação ao período anterior. A expectativa era de um crescimento de 0,1%. Em perspectiva anual, o PIB cresceu 1,1% em outubro, abaixo da previsão de 1,4%.

Dados adicionais revelaram um aumento no déficit comercial do Reino Unido, que subiu para 22,5 bilhões de libras em outubro, ante 18,9 bilhões de libras em setembro.

Na Alemanha, a inflação subiu para 2,6% em novembro, de acordo com o ONS, confirmando dados preliminares.

A às 11h04 (horário de Brasília), enquanto o índice FTSE 100 do Reino Unido recuava 0,05%, o índice DAX da Alemanha avançava 0,20% e o índice CAC 40 da França mostrava um aumento de 0,57%. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,19%, chegando a 582,44 pontos.

As ações do BNP Paribas (EU:BNP) tiveram um aumento após a notícia de que o banco está em negociações para vender sua participação de 67% na unidade marroquina BMCI para o Grupo Holmarcom.

O grupo espanhol de energia Repsol (TG:REP) também viu suas ações subirem levemente após concordar em vender uma participação de 43,8% no projeto solar Outpost, no Texas, para a empresa de investimentos Stonepeak, por US$ 252,5 milhões, ou € 220 milhões.

A empresa britânica Aberdeen (LSE:ABDN) valorizou suas ações após fechar um acordo para assumir a gestão de ativos de fundos fechados avaliado em £ 1,5 bilhão da gestora de fundos americana MFS, reconhecida por sua longa trajetória no mercado.

A Harbour Energy (LSE:HBR) experimentou uma alta significativa após anunciar a aquisição da maioria das subsidiárias da Waldorf Energy Partners e da Waldorf Production, por um montante de US$ 170 milhões.

Desempenho na Ásia

As ações asiáticas apresentaram alta na sexta-feira. Na China, as ações fecharam majoritariamente em alta, com o índice de referência Shanghai Composite subindo 0,4%, para 3.889,35, após a conferência econômica de Pequim prometer a manutenção de uma política fiscal “proativa” para o próximo ano, visando estimular tanto o consumo quanto o investimento.

O índice Hang Seng de Hong Kong disparou 1,8%, chegando a 25.976,79, impulsionado pela expectativa de que as autoridades chinesas possam implementar novas iniciativas para fomentar o crescimento.

No Japão, os mercados mostraram recuperação após a divulgação de notícias que indicam que o SoftBank Group e a Nvidia estão em negociações para liderar um investimento superior a US$ 1 bilhão, com avaliação de mercado de US$ 14 bilhões, na empresa americana de data centers Skild AI.

Os investidores também analisaram dados que mostraram que a produção industrial japonesa cresceu levemente mais do que o estimado inicialmente em outubro.

O índice Nikkei 225 subiu 1,4%, atingindo 50.836,55, antes da reunião do Banco do Japão, que deve definir a taxa de juros na próxima semana.

O índice Topix, mais abrangente, teve alta de 2%, alcançando 3.423,83. As ações da SoftBank, conhecida por seus investimentos em tecnologia, subiram 3,9%, enquanto as da Advantest, fornecedora para a indústria de semicondutores, recuaram 1,2%, e as da Tokyo Electron despencaram 3,4% após os resultados decepcionantes divulgados pela Oracle.

As ações de Seul tiveram ganhos robustos, interrompendo uma sequência de três dias de perdas, impulsionadas pelos resultados positivos da Broadcom. O Kospi subiu 1,4%, alcançando 4.167,16, e as ações da SK Hynix subiram 1,1%, apesar do alerta emitido pela Bolsa de Valores da Coreia (KRX) a respeito da fabricante de chips.

Os mercados australianos também registraram alta, contabilizando a terceira semana consecutiva de ganhos após a perspectiva menos agressiva do Federal Reserve do que o esperado. O índice de referência S&P/ASX 200 avançou 1,2%, alcançando 8.697,30, tendo os setores financeiro e de mineração liderado a valorização. O índice All Ordinaries, que é mais abrangente, subiu 1,19%, atingindo 8.983,30.

Na Nova Zelândia, o índice de referência S&P/NZX 50 também fechou com leve alta, a 13.406,91, após uma sessão marcada por instabilidade. Uma pesquisa anterior indicou uma leve expansão no setor manufatureiro do país em novembro.

Fonte: br.-.com

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