Demissões e Geração de Empregos no Brasil
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
Apenas duas das dez atividades econômicas apresentaram demissões no trimestre encerrado em julho de 2024, conforme informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 16 de setembro. Os dados foram extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
Redução na Ocupação
Na comparação entre os trimestres que encerraram em abril e julho, foi observada uma queda no número de trabalhadores em alguns setores específicos. O setor de alojamento e alimentação reduziu sua força de trabalho em 95 mil trabalhadores, enquanto os serviços domésticos perderam 55 mil postos de trabalho. Por outro lado, o total de trabalhadores na construção civil manteve-se estável, sem variações significativas.
Geração de Empregos
Em contrapartida às demissões, diversos setores mostraram crescimento no número de postos de trabalho. A administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais geraram 522 mil novos empregos. Outros setores que contribuíram para essa tendência de aumento de emprego incluem:
- Indústria: 67 mil novos postos
- Transporte: 60 mil novos postos
- Outros serviços: 102 mil novos postos
- Agricultura: 206 mil novos postos
- Comércio: 88 mil novos postos
- Informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais e administrativas: 260 mil novos postos
Comparação Anual
Quando comparados ao mesmo período do ano anterior, os dados revelam que houve um aumento no número de contratações nas seguintes áreas:
- Comércio: 398 mil novos empregos
- Indústria: 580 mil novos empregos
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 677 mil trabalhadores a mais
- Construção civil: 29 mil novos postos
- Outros serviços: 127 mil novos postos
- Informação e comunicação, além de atividades financeiras: 480 mil novos empregos
- Transporte: 360 mil novos empregos
Em contrapartida, a agricultura demitiu 111 mil trabalhadores, o setor de alojamento e alimentação reduziu seu quadro em 64 mil, e os serviços domésticos foram responsáveis pela demissão de 137 mil trabalhadores.
Os dados apresentados pela Pnad Contínua mostram um panorama misto do mercado de trabalho no Brasil, com setores específicos enfrentando desafios, enquanto outros continuam a gerar novas oportunidades de empregos.