Manutenção da Trajetória Fiscal é Defendida pelo Ministro da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira, dia 17 de outubro, a importância de manter uma trajetória fiscal estável, mesmo em um ano eleitoral. Ele destacou que o Brasil deve continuar buscando o equilíbrio e resultados fiscais positivos. A afirmação ocorreu durante a Conferência Anual do Santander, realizada em São Paulo.
“É fundamental que mantenhamos uma trajetória fiscal sem provocar rupturas que possam desestabilizar nosso ambiente social e o período eleitoral”, declarou Durigan.
A Necessidade de Avanços nas Contas Públicas
Durigan reconheceu que as contas públicas do país ainda necessitam de avanços significativos. Ele enfatizou que, caso o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prossiga, será imprescindível continuar a busca por um equilíbrio fiscal e resultados satisfatórios.
“Não quero aqui dizer que a situação é favorável. Estou indicando que gostaria de ter implementado essas medidas antes”, pontuou o ministro.
Controle Fiscal é Preocupação do Governo
Durante sua defesa sobre a condução das contas públicas até 2026, Durigan mencionou a adoção de bloqueios de despesas no Orçamento e a implementação de medidas que limitem os gastos obrigatórios como parte do esforço para manter uma trajetória fiscal sustentável no longo prazo.
Ele também se manifestou em resposta a críticas relacionadas ao aumento das despesas governamentais.
“Afirmar que o governo está gastando excessivamente não corresponde à verdade”, disse Durigan.
O ministro explicou que parte das medidas tomadas neste ano envolve a disponibilização de linhas de crédito reembolsáveis ao governo, que devem ser acompanhadas com fiscalização e transparência.
“Estamos estabelecendo controle sobre nossas ações”, assegurou.
Equilíbrio Fiscal e Redução de Juros
Durigan relacionou o progresso nas contas públicas à habilidade do país em lidar com um cenário internacional mais volátil, bem como à melhoria das condições para famílias e empresas.
De acordo com o ministro, a busca por um equilíbrio e resultados fiscais positivos pode ser um catalisador para a ampliação de crédito, auxiliar no controle da inflação e possibilitar a redução nas taxas de juros.
“Esse é nosso grande objetivo a médio e longo prazo”, declarou.
Ao ser questionado sobre as reformas necessárias para aumentar o potencial de crescimento da economia brasileira, Durigan destacou que a questão fiscal está entre três agendas que considera essenciais para os próximos anos.
Além da gestão das contas públicas, ele mencionou a reforma do Estado, que deve incluir a diminuição da burocracia e a digitalização dos serviços públicos, e a transição ecológica, que se faz extremamente relevante.
Retirada de Subsídios aos Combustíveis
O ministro também manifestou sua intenção de avançar na eliminação dos subsídios remanescentes aos combustíveis.
“Meu objetivo é remover os subsídios restantes, tanto do diesel quanto da gasolina e do etanol”, afirmou.
Ele acrescentou que pretende realizar essa retirada de maneira gradual, almejando que até o final do ano a situação fiscal esteja recomposta, mantendo o bloqueio do Orçamento e cumprindo a meta fiscal estabelecida.
Ao abordar as medidas adotadas para mitigar os efeitos econômicos da guerra no Irã, Durigan observou que algumas delas já foram revertidas, incluindo a reoneração do diesel. O governo ainda está avaliando o montante dos subsídios restantes que poderá eliminar até o final de 2026.
Fonte: timesbrasil.com.br
