Novo Ministério da Fazenda
O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, realizou a divulgação na segunda-feira, 23, de sua escolha para a posição de secretário-executivo da pasta. O cargo será ocupado por Rogério Ceron, que atualmente exerce a função de secretário do Tesouro Nacional. Com isso, o subsecretário da dívida pública, Daniel Leal, foi promovido ao comando do Tesouro.
Declarações do Ministro
Em uma postagem nas redes sociais, Durigan destacou que o trabalho de Ceron “à frente do Tesouro foi fundamental para avançarmos com nossa agenda nos últimos anos”, expressando total confiança em sua capacidade de entrega.
Trajetória de Rogério Ceron
Ceron esteve à frente do Tesouro desde o início do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023. Durante esse período, ele teve um papel crucial na elaboração e negociação de um novo arcabouço fiscal, que veio a substituir o teto de gastos que vigorava desde a administração de Michel Temer. Essa mudança visou a implementação de um sistema de metas fiscais.
Desafios na Gestão
Sob a gestão de Ceron, houve momentos de grande volatilidade e desconfiança por parte dos agentes do mercado em relação à gestão das contas públicas do governo. Essa situação levou o Tesouro a pagar taxas historicamente elevadas para atração de investidores nos títulos do governo.
Em consequência desse cenário, a dependência do Tesouro na emissão de títulos atrelados à Selic se manteve em alta, representando cerca de metade do estoque da dívida pública. Essa prática também influenciou os gastos do governo com juros, especialmente em momentos de alta da taxa básica definida pelo Banco Central.
Crescimento da Dívida Pública
A dívida pública brasileira aumentou de 71,4% do PIB em janeiro de 2023 para 78,7% do PIB em janeiro deste ano. De acordo com projeções feitas pelo próprio Tesouro, essa trajetória de alta deve continuar nos próximos anos.
Necessidade de Controle de Gastos
Mesmo defendendo o arcabouço fiscal adotado pelo governo, Rogério Ceron tem alertado publicamente sobre a necessidade de discutir iniciativas que visem o controle dos gastos obrigatórios. Entre as preocupações mencionadas, destacam-se despesas como previdenciárias e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Iniciativas na Gestão de Ceron
Durante a gestão de Ceron, o governo também implementou um programa voltado à emissão de títulos públicos que estão atrelados a compromissos sociais e ambientais. Além disso, foi elaborado um programa para atrair investimentos estrangeiros sustentáveis, que inclui mecanismos de crédito e proteção cambial.
Lançamento de Títulos do Tesouro Direto
Outra iniciativa significativa sob sua direção foi o lançamento de títulos do Tesouro Direto destinados a objetivos específicos. A proposta visa popularizar essa ferramenta financeira, oferecendo papéis voltados para o acúmulo de renda, com foco na educação de jovens e também para aposentadoria.
Formação Acadêmica de Ceron
Rogério Ceron é doutor em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) e é um servidor público de carreira. Ele já ocupou diversos cargos na prefeitura e no governo do Estado de São Paulo. Atualmente, ele também preside o conselho de administração da Caixa Econômica Federal.
Formação Acadêmica de Daniel Leal
Daniel Leal, que assume a posição de secretário do Tesouro, é graduado em engenharia mecânica pela Universidade de Brasília (UNB) e possui um MBA em Finanças pelo Ibmec. No Tesouro, ele já ocupou posições de gerente de operações e projetos, além de coordenador de operações da dívida pública.
Mudança de Comando na Fazenda
Fernando Haddad, que comandava o ministério até a semana passada, deixou seu cargo para concorrer ao governo do Estado de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições deste ano.
Fonte: www.moneytimes.com.br


