Eleição 2026: Alpine Macro identifica oportunidades de valorização em ativos brasileiros

Eleição 2026: Alpine Macro identifica oportunidades de valorização em ativos brasileiros

by Editoria Bolsa e Mercado
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Bolsa pode valorizar com ajuste fiscal em 2027, mas eleição deve trazer volatilidade, diz Ágora

Expectativas do economista-chefe da corretora

De acordo com o economista-chefe da corretora Ágora, Dalton Gardiman, o cenário econômico para setembro deve trazer alterações no posicionamento e oscilações no mercado financeiro.

Impacto da eleição presidencial de 2026

O resultado da corrida presidencial no Brasil em 2026 é considerado fundamental para os ativos domésticos, conforme a avaliação de Yan Wang, chefe de mercados emergentes e estrategista para a China da Alpine Macro, uma entidade de análise ligada ao grupo Oxford Economics. Wang observa que a reeleição do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, tende a manter as políticas econômicas vigentes, enquanto uma vitória da direita tem o potencial de reduzir o prêmio de risco associado ao Brasil.

Resiliência econômica e commodities

O analista destaca que a resiliência da economia brasileira e a valorização das commodities atuam como amortecedores fiscais nesse contexto. No entanto, ele também alerta para a necessidade de formação de coalizões no Congresso, que podem influenciar o resultado das políticas econômicas. O real, por sua vez, registrou uma valorização desde 2025, embora ainda permaneça atrás de moedas regionais que oferecem altos rendimentos.

Prêmio de risco dos ativos brasileiros

A possibilidade de uma redução no prêmio de risco dos ativos brasileiros está diretamente atrelada ao resultado da eleição presidencial de 2026, assim como às previsões relacionadas à política fiscal, segundo Yan Wang. O analista afirma em um comunicado aos clientes que a manutenção do governo atual sugeriria a continuidade das políticas econômicas, enquanto uma vitória da direita poderia provocar uma queda mais acentuada do prêmio de risco.

Oposição e a nova configuração política

“Do ponto de vista do investidor, um novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva representaria a continuidade das políticas atuais. Em contrapartida, uma vitória da direita poderia desencadear uma queda significativa no prêmio de risco do Brasil, resultando em uma valorização abrangente dos ativos”, afirma Wang em nota enviada aos clientes. Ele menciona que a situação apresenta um risco-retorno assimétrico que lembra os acontecimentos da eleição na Colômbia no início deste ano.

Questões a serem consideradas

Wang ressalta que uma grande incógnita é saber se a eleição presidencial irá representar uma mudança capaz de tirar o Brasil de uma “situação dramática” que combina altas taxas de juros reais com um elevado risco fiscal, ou se será apenas uma troca de gestão dos problemas existentes. O analista enfatiza que a sólida posição externa do país, juntamente com os “ventos favoráveis” oriundos do aumento dos preços das commodities, pode oferecer um amortecedor significativo contra possíveis estresses fiscais. Isso se traduz em um aumento na arrecadação e nas exportações.

Desafios futuros

“Resta saber se essas condições podem proporcionar ao Brasil tempo suficiente para enfrentar seus desequilíbrios fiscais”, pondera Wang. Ele observa que, independentemente de quem saia vitorioso nas eleições, é provável que não haja uma maioria confiável no Congresso, o que demandará negociações para a formação de uma ampla coalizão governamental.

Perspectivas de valorização

Além da valorização das commodities, o estrategista da Alpine Macro aponta a resiliência da economia brasileira como um fator positivo. Após um período de acomodação, a economia pode recuperar seu fôlego, na medida em que o processo de controle da inflação avança e as condições monetárias se tornam menos restritivas.

O que esperar do mercado

Na visão de Wang, um resultado eleitoral que os investidores entendam como favorável à diminuição do risco fiscal pode resultar na valorização dos ativos locais, principalmente os títulos públicos de longo prazo. “O real se valorizou consideravelmente desde o seu ponto mais baixo em 2025, e apesar de não estar mais excepcionalmente barato, ainda se encontra atrás de suas contrapartes regionais, especialmente em termos de moedas de alto rendimento”, afirma Wang. “No mínimo, o elevado retorno do real deve oferecer uma proteção contra riscos de queda.”

Com informações da Broadcast

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Fonte: www.estadao.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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