Eleições 2026: ações favoritas do Citi com Lula ou Flávio Bolsonaro.

Eleições 2026: ações favoritas do Citi com Lula ou Flávio Bolsonaro.

by Editoria Bolsa e Mercado
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Análise Setorial do Citi sobre Ações Brasileiras

O banco Citi conduziu um mapeamento setorial focado em ações brasileiras, avaliando o impacto dos programas de governo dos principais candidatos à Presidência do Brasil. A análise conclui que, em vez de apenas escolher “vencedores e perdedores”, o investidor deve considerar uma rotação de carteira em função do cenário eleitoral.

Preferências em Caso de Reeleição de Lula

De acordo com o banco, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito, a preferência se volta para ações “all-weather”, que são resilientes a diversos cenários, além de papéis relacionados a programas públicos como o Minha Casa Minha Vida (MCMV). Setores como a construção civil, comércio e serviços podem ser favorecidos nesse contexto.

Cenário com Vitória de Flávio Bolsonaro

Por outro lado, em caso de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a preferência muda-se para ações com maior duração, de natureza cíclica, e, de maneira mais seletiva, se inclinam para companhias alavancadas que se beneficiariam de juros longos reduzidos.

Destaques Setoriais

O relatório do Citi traz uma análise detalhada de diferentes setores e suas potenciais performances em cada cenário:

Construção Residencial

O Citi ressalta que ambos os candidatos possuem propostas voltadas para a continuidade do programa de habitação popular. Enquanto Lula promete a construção de 3 milhões de unidades, Bolsonaro planeja 2,5 milhões. Sob a gestão de Lula, o banco expressa preferência por construtoras com maior exposição ao MCMV, como Cury (CURY3) e Tenda (TEND3). Já sob a administração de Bolsonaro, as escolhas vão para Cyrela (CYRE3) e Eztec (EZTC3), que devem se beneficiar de melhorias nas condições de financiamento fora do MCMV.

O relatório ainda menciona um risco significativo para o segmento de média e alta renda, com a proposta de taxação da Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), que poderia elevar o custo de financiamento imobiliário e reduzir a acessibilidade.

Shoppings e sua Resiliência

Em relação ao setor de shoppings, o Citi aponta que esses empreendimentos têm um histórico de resiliência à volatilidade política, frequentemente sendo considerados como alternativas a investimentos em renda fixa, devido à previsibilidade de fluxo de caixa e pagamentos de dividendos. O banco vê potencial em Allos (ALOS3), Iguatemi (IGTI11) e Multiplan (MULT3) como uma estratégia para aproveitar os ciclos eleitorais. A Multiplan é destacada como a preferida, por seu potencial de distribuição de dividendos sob a continuidade do governo atual.

Serviços Públicos: Privatizações ou Planejamento Estatal

No setor de utilities, o Citi identifica duas abordagens distintas. A administração de Bolsonaro seria inclinada a concessões e privatizações, enquanto Lula mostraria uma tendência mais voltada ao planejamento estatal e à transição energética. O banco avalia positivamente a leitura do setor de transmissão em qualquer cenário, destacando empresas como ISA Energia Brasil (ISAE4), Taesa (TAEE11) e Alupar (ALUP11) para seus potenciais de operação.

Em saneamento, o apoio explícito ao marco regulatório por Bolsonaro aumentaria as oportunidades para operadores de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). Enquanto isso, Lula tenderia a favorecer investimentos via programas federais, mas com um foco menos direto no modelo privado.

Desafios no Varejo

O setor de varejo pode enfrentar desafios no ano de 2027, independentemente do cenário eleitoral, com uma análise que divide as empresas em três grupos. Na primeira categoria, estão os mais resilientes, que possuem balanços financeiros sólidos, como Smart Fit (SMFT3), Vivara (VIVA3) e Lojas Renner (LREN3). Na segunda, estão as empresas mais vulneráveis a juros elevados, como Assaí (ASAI3), Azzas (AZZA3), Natura (NATU3) e Magazine Luiza (MGLU3). Por fim, Riachuelo (RIAA3) e C&A (CEAB3) ocupam uma posição intermediária em termos de resiliência.

O Citi também menciona a importância de questões regulatórias que podem ter impactos transversais, como a tributação de compras internacionais abaixo de US$ 50, políticas de crédito ao consumo, regulamentação de apostas, e possíveis pressões sobre incentivos fiscais.

Commodities e Estratégias de Investimento

No setor de petróleo e gás, o Citi sugere que, na eventualidadede uma reeleição de Lula, a Petrobras (PETR3; PETR4) continuará a ser central, com influências nos investimentos e uma possível revisão das políticas de distribuição de combustíveis. Sob a administração de Bolsonaro, a ênfase seria maior na governança, disciplina fiscal e monetização de ativos.

Em siderurgia, o relatório indica que Lula pode apoiar medidas protecionistas, enquanto Bolsonaro priorizaria a redução dos custos de energia e gás.

Setor Financeiro e Credibilidade Fiscal

O Citi destaca que, no contexto eleitoral, o setor financeiro tende a ser beneficiado. No cenário favorável a Lula, o banco cita o BTG Pactual (BPAC11) e a Caixa Seguridade (CXSE3) como preferenciais pela resiliência a juros mais altos e pela possibilidade de crescimento do crédito direcionado. Já no caso de uma vitória de Bolsonaro, as preferências se voltam para a XP (XPBR31) e B3 (B3SA3), que se beneficiariam da melhoria na credibilidade fiscal e da queda dos juros.

Top 10 em Cada Cenário

O relatório também lista as dez ações preferidas para cada cenário eleitoral:

  • Cenário Lula:

    • Cury (CURY3)
    • Embraer (EMBJ3)
    • WEG (WEGE3)
    • Axia Energia (AXIA3)
    • Copel (CPLE3)
    • Bradsaúde (SAUD3)
    • Ultrapar (UGPA3)
    • Gerdau (GGBR4)
    • BTG Pactual (BPAC11)
    • Caixa Seguridade (CXSE3)
  • Cenário Bolsonaro:

    • Cyrela (CYRE3)
    • Multiplan (MULT3)
    • Sabesp (SBSP3)
    • Assaí (ASAI3)
    • C&A (CEAB3)
    • Hapvida (HAPV3)
    • Petrobras (PETR4)
    • Vale (VALE3)
    • XP (XPBR31)
    • B3 (B3SA3)

Fonte: www.estadao.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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