Eleições renovam dois terços do Senado com disputas acirradas em 24 Estados e no DF

Eleições renovam dois terços do Senado com disputas acirradas em 24 Estados e no DF

by Editoria Bolsa e Mercado
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Disputa pelo Senado

A disputa por dois terços das cadeiras do Senado ocorre neste domingo (4) com um cenário aberto em 24 Estados e no Distrito Federal. Pesquisas de intenção de voto indicam uma corrida acirrada entre candidatos próximos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Prioridade do grupo de Jair Bolsonaro

A eleição para o Senado é uma prioridade para o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em julho de 2025, o ex-presidente comentou em uma entrevista ao portal Poder360 que, caso conseguisse conquistar a maioria do Senado, teria mais influência do que o próprio presidente da República. “Não adianta ele [o presidente] indicar o João (nome fictício) para o Supremo [Tribunal Federal], que eu digo ao pessoal: ‘aprova ou não aprova’”, afirmou.

Pesquisas de intenção de voto

Pesquisas de intenção de voto divulgadas pela Quaest nos últimos dias mostram que, em pelo menos dois Estados, candidatos associados a Flávio lideram as intenções de voto. Contudo, é importante destacar que as sondagens podem ter dificuldades para refletir a corrida pelo Senado, uma vez que esse tende a ser um dos votos mais tardios para os eleitores. As últimas pesquisas devem ser publicadas neste sábado, dia 3, véspera da eleição. No Piauí, onde o instituto não divulgou dados, foram utilizados levantamentos do Datafolha.

Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a diferença entre os dois primeiros colocados e os demais candidatos supera a margem de erro da Quaest. Mauro Mendes (União) e Janaína Riva (MDB) em Mato Grosso, assim como Capitão Contar (PL) e Reinaldo Azambuja (PL) em Mato Grosso do Sul, declararam apoio a Flávio na corrida presidencial.

Atualizações em outros Estados

Em Santa Catarina, os candidatos Carol de Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, e Esperidião Amin (PP) se encontram tecnicamente empatados. Já em Rondônia, Roraima, Tocantins e Acre, concorrentes que apoiam explicitamente Flávio também figuram nas duas primeiras colocações.

No Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparece em primeiro lugar isolada, de acordo com a Quaest. A senadora Leila do Vôlei (PDT), aliada de Lula, apresenta 20% das intenções de voto, tecnicamente empatada com a deputada federal Bia Kicis (PL), que apoia Flávio, e com a deputada Erika Kokay (PT), que integra a base petista.

Cenário nos maiores colégios eleitorais

Nos três maiores colégios eleitorais do Brasil – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro –, o cenário está menos claro. A última pesquisa da Quaest indicou que o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), possui 18% das intenções de voto, seguido pelas ex-ministras de Lula, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), ambas com 15% na luta por duas vagas no Senado em São Paulo.

No Rio de Janeiro, berço do bolsonarismo, dois aliados de Flávio, o senador Carlos Portinho (PL) e o deputado federal Carlos Jordy (PL), também têm 15% das intenções de voto, no mesmo nível da petista Benedita da Silva. Em Minas Gerais, o candidato bolsonarista Domingos Sávio (PL) aparece com 14%, enquanto Marília Campos (PT) apresenta 13% e tanto Carlos Viana (PSD), próximo a Flávio, quanto Aécio Neves (PSDB) têm 12%. Aécio, por sua vez, ainda não declarou voto na eleição presidencial.

Apoio no Nordeste

No contexto do Nordeste, Lula encontra suporte em alguns Estados. Na Bahia, Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil, e Jaques Wagner (PT), que foi líder do governo no Senado, estão numericamente na frente de seus concorrentes. Na Paraíba, os principais candidatos compõem a base de Lula e incluem João Azevedo (PSB), Veneziano (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos). Em Pernambuco, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) também se destacam nas pesquisas. No Maranhão, a ex-senadora Roseana Sarney (MDB) e o ex-ministro André Fufuca (PP), nas posições de destaque das pesquisas, também são aliados do presidente petista.

Além disso, em outros Estados, como Amazonas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe, apoiadores de Lula também aparecem como competitivos.

Bancadas partidárias

Conforme análise do Estadão, se as projeções se concretizarem, o PL poderá ser o partido que mais crescerá em número de senadores a partir de 2027, enquanto o PSD enfrentará a maior perda. Esses dados foram obtidos a partir de uma ferramenta do Estadão que projeta a futura composição do Senado com base nos resultados das pesquisas mais recentes realizadas pela Quaest em 26 estados da Federação.

O partido de Flávio Bolsonaro pode chegar a 25 senadores, uma expansão em relação aos 15 que possui atualmente. Apesar desse crescimento previsto, o PL ainda precisará do apoio de aliados para conseguir aprovar algumas das principais pautas defendidas pelo bolsonarismo. O Senado brasileiro conta com 81 integrantes, e são necessários 41 votos para formar uma maioria absoluta.

Por outro lado, a aprovação de um pedido de impeachment contra um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), uma das causas defendidas pelo grupo, requer a adesão de dois terços da Casa, ou seja, 54 senadores.

O PT de Lula deve manter seus nove assentos atuais. O Partido Progressista (PP), sob a presidência do senador Ciro Nogueira (PI), deve aumentar de sete para nove senadores. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) enfrentará uma redução, caindo de nove para oito senadores.

A Quaest também prevê uma redução significativa na bancada do PSD, que poderá passar de 14 senadores para apenas cinco. O União Brasil, partido que tem como presidente o senador Davi Alcolumbre (AP), deve conquistar cinco novos assentos, subindo para um total de oito.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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