Especialista afirma que Brasil deve simplificar o comércio internacional.

Desafios nas Relações Comerciais do Brasil

O Brasil enfrenta desafios significativos em suas relações comerciais internacionais, com ênfase na necessidade de reduzir as barreiras não tarifárias que impactam o fluxo de importações no país. Essa análise é destacada por Benny Spiewak, especialista em Direito Internacional.

De acordo com um estudo realizado pelo BTG Pactual, 86,4% de todos os produtos importados pelo Brasil estão sujeitos a algum tipo de restrição não tarifária.

Negociações entre Brasil e Estados Unidos

As negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos englobam vários setores estratégicos, incluindo minerais críticos, o setor de etanol e sistemas de pagamento. No que diz respeito ao etanol, existe uma tarifa de 18% sobre as importações provenientes de países fora do Mercosul. Essa medida é considerada protecionista pelo mercado norte-americano.

As barreiras não tarifárias incluem uma série de questões regulatórias, procedimentos, estruturas e regras específicas que ultrapassam as raizes tributárias. No setor da saúde, por exemplo, produtos europeus e norte-americanos enfrentam múltiplos obstáculos regulatórios que dificultam a entrada no mercado brasileiro. Esses obstáculos incluem, entre outros, o registro na Anvisa e a necessidade de validações e certificados de boas práticas.

A pressão inflacionária nos Estados Unidos, que afeta produtos como café, feijão e soja, tem suscitado discussões a respeito da necessidade de reavaliação das sobretaxas aplicadas ao Brasil. Atualmente, existe uma sobretarifa de 50% sobre uma variedade de produtos, o que impacta tanto o mercado brasileiro quanto o consumidor nos Estados Unidos.

Perspectivas com a União Europeia

Em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos, o Brasil busca ampliar e fortalecer seus laços com outros parceiros comerciais, tendo como foco a União Europeia. A recente mudança de postura da França em relação ao acordo Mercosul-União Europeia sinaliza uma possível abertura para novas negociações. No entanto, ainda persistem resistências internas, especialmente por parte do setor agrícola francês.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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