Sátira de Satoshi Nakamoto no NYSE
- Estátua de Satoshi Nakamoto chega ao NYSE, marcando a crescente aceitação das criptomoedas em Wall Street.
- A obra faz parte de uma série global, enquanto a história do Bitcoin e sua adoção mainstream ganham reconhecimento simbólico.
- O acolhimento institucional ao Bitcoin acelera com entidades públicas detendo mais de 3,7 milhões de BTC.
A Bolsa de Valores de Nova York se torna a mais recente casa da estátua “desaparecendo” de Satoshi Nakamoto, criada por Valentina Picozzi, sinalizando o quanto os ativos digitais evoluíram desde a época em que o cripto era tratado como indesejado em Wall Street.
A chegada da peça foi anunciada em um post na plataforma X na quarta-feira, posicionando o NYSE como um espaço comum para as finanças tradicionais e os sistemas descentralizados emergentes.
A instalação também coincide com o aniversário da lista de discussão do Bitcoin, lançada em 10 de dezembro de 2008, conferindo um peso simbólico a um momento que destaca a transição do Bitcoin de uma ideia de nicho para um elemento do mainstream.
Instalação no NYSE
A estátua foi trazida ao NYSE pela empresa de Bitcoin Twenty One Capital, que começou a operar nesta semana.
A obra é de Picozzi, que tem desenvolvido sua série “desaparecendo” Satoshi sob o nome Satoshigallery.
A instalação em Nova York é a sexta peça de um projeto global que ela planeja expandir para 21 locações.
Seu post na plataforma X descreveu a colocação em um centro financeiro tão proeminente como um marco para a série em andamento.
A exibição no NYSE contrasta marcadamente com o período em que o cripto era considerado tabu em Wall Street.
O longo caminho do Bitcoin
A chegada da estátua coincide com uma data chave na história do Bitcoin, próxima ao aniversário da lista de discussão do Bitcoin lançada por Satoshi Nakamoto em 10 de dezembro de 2008.
Nakamoto minerou o bloco gênese em 3 de janeiro de 2009, criando os primeiros 50 Bitcoins e estabelecendo a base para a indústria mais ampla.
Mais de um ano após isso, em 22 de maio de 2010, Laszlo Hanyecz fez a primeira compra documentada com Bitcoin, gastando 10.000 Bitcoins para comprar duas pizzas da Papa John’s.
Nos anos seguintes, o ativo enfrentou resistência significativa.
Instituições e bancos mantiveram distância, e governos tentaram restringir a atividade cripto através de ações amplamente descritas como parte da Operação Chokepoint 2.0.
Até mesmo céticos de alto perfil nas finanças globais descartaram a tecnologia antes de eventualmente rever suas posições.
Mudança institucional
O cenário começou a mudar quando figuras financeiras proeminentes, como Larry Fink da BlackRock, passaram de dúvidas para interesse ativo.
Instituições de Wall Street se moveram rapidamente, aumentando a participação através de fundos negociados em bolsa e compras diretas de Bitcoin para tesourarias corporativas.
Empresas públicas, privadas, países e ETFs agora detêm mais de 3,7 milhões de Bitcoins coletivamente, de acordo com a Bitbo.
O valor total excede 336 bilhões de dólares, demonstrando como o Bitcoin se integrou profundamente nos portfólios do mainstream.
Nesse contexto, a instalação no NYSE serve como um marco visível de como o cripto se tornou parte da cultura financeira, em vez de continuar sendo uma tecnologia outsider.
Projeto global da estátua
O trabalho de Picozzi levou a figura de Nakamoto a cinco outras localizações: Suíça, El Salvador, Japão, Vietnã e Miami, Flórida.
A coleção pretende alcançar 21 estátuas globalmente, uma referência ao suprimento limitado de 21 milhões de tokens do Bitcoin.
Seu design gira em torno da ideia de desaparecimento, com a figura posicionada como se estivesse se desvanecendo em seu entorno.
A obra representa Nakamoto como um hacker em uma pose familiar, sentado com o laptop aberto, simbolizando tanto a anonimidade do criador do Bitcoin quanto os programadores que desenvolveram o ecossistema mais amplo.
A instalação no NYSE marca o mais recente esforço de Picozzi para rastrear a pegada cultural do Bitcoin através da arte pública, ligando locais globais importantes às origens e evolução da tecnologia.
Fonte: coinjournal.net