ETFs de Renda Fixa Podem Alcançar R$ 1 Trilhão em Cinco Anos, Afirma Executivo da Galapagos

ETFs de Renda Fixa Podem Alcançar R$ 1 Trilhão em Cinco Anos, Afirma Executivo da Galapagos

by Editoria Bolsa e Mercado
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Crescimento dos ETFs de Renda Fixa no Brasil

A indústria brasileira de ETFs de renda fixa prevê um acréscimo de aproximadamente R$ 1 trilhão nos próximos quatro ou cinco anos, conforme afirma Bruno Stein, da Galapagos Capital. Esta projeção foi exposta na última quarta-feira, 16 de setembro, durante a B3 Week 2026, que ocorreu em São Paulo, em um painel conduzido por Thalita Forne, enfocando o avanço desses fundos além dos títulos públicos e em direção ao crédito privado.

Projeção de Crescimento

Stein declarou: “Para mim, já está contratado um trilhão de reais de crescimento nos próximos quatro, cinco anos.” Segundo ele, a maior parte da infraestrutura necessária para esse crescimento já se encontra em funcionamento, e o principal desafio que se apresenta agora é fazer com que os investidores conheçam melhor os produtos disponíveis no mercado. O executivo enfatizou que “o nome do jogo agora é conteúdo”.

Dados sobre os ETFs de Renda Fixa

Os dados fornecidos pela B3 demonstram que os ETFs de renda fixa cresceram mais de 300% entre 2025 e agosto de 2026, passando de aproximadamente R$ 15 bilhões para mais de R$ 63 bilhões. O primeiro produto desse tipo foi lançado no Brasil há cerca de sete anos, e atualmente, existem 71 ETFs de renda fixa disponíveis para negociação na Bolsa.

Acessibilidade e Variedade

Bruno Stein propôs que o ETF deve ser considerado como uma “tecnologia de acesso” a uma classe específica de ativos. Ele acredita que a expansão desse mercado deve ocorrer à medida que a demanda dos investidores se torne mais madura. O executivo argumentou que “vai ter ETF do que tiver demanda”. Além disso, ele observou que não seria adequado tentar replicar imediatamente a variedade de produtos existentes no mercado americano, já que a indústria brasileira ainda está em um processo de consolidação.

Expansão para o Crédito Privado

Inicialmente centrada em títulos públicos, a base dos ETFs no Brasil já está se expandindo para outras áreas da renda fixa. Eduardo Arraes, do BTG Pactual, enfatizou que o mercado começou a integrar fundos associados às debêntures e a outros segmentos do crédito privado. Ele declarou: “Ficou bem claro que o Brasil é o país da renda fixa, é o país do crédito”.

Transformações no Mercado de Crédito

O crédito privado é visto como uma das transformações mais significativas dentro do setor. Stein argumentou que a negociação de ETFs pode auxiliar na criação de referências de preço para ativos que atualmente apresentam pouca negociação no mercado secundário. Ele comentou: “Toda vez que um ETF de crédito negociar, você tem preço para tudo”. E complementou: “Se você tem preço, você tem mercado.”

Aumento da Transparência

Uma das consequências dessa transformação será a ampliação não apenas do acesso, mas também da transparência em um mercado onde muitos títulos ainda são negociados com frequência limitada. Durante a discussão, foi levantada a possibilidade do surgimento de ETFs mais segmentados, levando em consideração setores, qualidade de crédito e outros fatores como o rating, à medida que a liquidez dos ativos subjacentes se amplie.

Avaliação Gradual dos ETFs

Arraes ressalta que essa evolução deve ser gradual. Para determinar se um ETF de crédito proporciona uma exposição atrativa, os investidores precisam considerar diversos fatores, como o spread médio da carteira — que é a diferença entre o custo e a taxa de juros cobrada —, o endividamento das empresas e a qualidade de crédito dos emissores. Ele alertou que juros mais altos podem deteriorar a situação financeira de algumas companhias, mesmo que também atraíam recursos para os fundos de crédito, resultando na compressão dos spreads e tornando a análise mais desafiadora.

Diferenciais dos ETFs

A liquidez se destaca como um dos principais diferenciais em comparação à compra direta de determinados títulos. Arraes mencionou que investidores que possuem Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e outros papéis de menor liquidez podem enfrentar dificuldades em vender suas posições durante um mercado em declínio. No fundo de índice, ainda que a marcação a mercado permaneça, o investidor possui uma opção de saída. Ele afirmou: “O ETF agrega muito valor ao investidor. Ele te permite sair, seja qual for o impacto”.

Informações sobre a B3 Week 2026

A B3 Week 2026 está programada para ocorrer entre os dias 14 e 16 de setembro em São Paulo e reúne representantes do mercado de capitais brasileiro e também de instituições internacionais. Em sua sétima edição, o evento promove discussões sobre temas como economia, tendências globais, regulação, investimentos, dados e tecnologia, além de facilitar reuniões entre investidores e profissionais da indústria financeira.

Fonte: www.estadao.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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