Ataque dos EUA e Israel ao Irã
Os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque conjunto de grandes proporções contra o Irã neste sábado, 28 de fevereiro. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a ofensiva tinha como finalidade devastar as forças armadas iranianas, destruir seu programa de mísseis e promover uma mudança de regime no governo de Teerã.
Em um vídeo publicado em sua rede social Truth Social, Trump acusou o Irã de ter rejeitado “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e declarou que os Estados Unidos “não aguentam mais” essa situação.
Ao contrário da ofensiva realizada em junho, que durou apenas algumas horas, a ação deste sábado começou durante o dia, no primeiro dia útil da semana iraniana, e, segundo fontes ouvidas pela CNN, pode se estender por vários dias. Essa estratégia sugere uma operação com um escopo mais amplo e objetivos estruturais.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda sem precedentes de ataques em todo o Oriente Médio, com foco em países que abrigam bases militares dos Estados Unidos. Explosões foram ouvidas de Dubai a Doha, ampliando o risco de um conflito regional de grandes proporções.
Razões para o ataque dos EUA ao Irã
No pronunciamento feito às 2h30, Trump afirmou que a operação, nomeada pelo Departamento de Defesa como “Operação Fúria Épica”, visa “defender o povo americano eliminando ameaças iminentes do regime iraniano.”
O presidente reiterou que “sempre foi política dos Estados Unidos, especialmente durante a minha administração, que esse regime terrorista nunca poderá obter uma arma nuclear.” Ele também acrescentou: “Eles rejeitaram toda oportunidade de renunciar às suas ambições nucleares, e não podemos mais aceitar isso.”
Trump também afirmou que o Irã estaria desenvolvendo mísseis capazes de atingir o território norte-americano. No entanto, avaliações de inteligência citadas pela CNN indicam que não existem evidências de que Teerã esteja, neste momento, promovendo um programa de mísseis balísticos intercontinentais com esse intuito.
Israel intensifica a ofensiva e mira liderança iraniana
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu justificou a retomada das ofensivas afirmando que o regime iraniano não deve adquirir uma arma nuclear. Tanto Netanyahu quanto Trump sinalizaram apoio a uma mudança de regime no Irã.
Trump declarou ao povo iraniano que “a hora da sua liberdade está próxima” e complementou: “Quando terminarmos, assuma seu governo. Será seu para pegar. Essa será, provavelmente, sua única chance por gerações.”
Netanyahu convocou “todas as partes do povo iraniano” a “se livrarem do jugo da tirania e promoverem um Irã livre e pacífico.” De acordo com ele, as ações militares “criarão as condições para que o corajoso povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos.”
Mortes, destruição e crise de sucessão
Explosões atingiram o distrito de Pasteur, em Teerã, onde está localizado o complexo associado ao líder supremo aiatolá Ali Khamenei. Israel informou às autoridades dos Estados Unidos que Khamenei foi morto durante o ataque, uma afirmação confirmada por fontes de inteligência. A Reuters reportou que o corpo de Khamenei teria sido encontrado.
O chefe de relações públicas do gabinete do líder supremo respondeu dizendo: “O inimigo está recorrendo à guerra psicológica; todos devem estar atentos.” Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Khamenei “está vivo, até onde eu saiba.”
Os ataques resultaram em pelo menos 200 mortes e mais de 700 feridos no Irã. Dentre as vítimas, 85 pessoas faleceram após um bombardeio atingir uma escola feminina no sul do país.
Com 86 anos de idade, Khamenei liderava o Irã há 35 anos. Sua morte gera uma crise imediata de sucessão em um contexto de cadeia de comando fragilizada devido aos ataques a comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica.
Impactos nos mercados globais
Os confrontos interromperam o tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo. Atingidos pela tensão, os preços do Petróleo WTI (CCOM:OILCRUDE) e do Óleo Brent (CCOM:OILBRENT) devem ser pressionados, ao passo que ativos considerados de proteção, como o Ouro (PM:XAUUSD) e o DXY (CCOM:DXY), podem ser impulsionados.
Em situações de escalada militar no Oriente Médio, os investidores frequentemente buscam proteção cambial e redirecionam recursos para títulos do Tesouro norte-americano, o que tende a fortalecer o dólar frente a moedas emergentes, como na paridade Dólar e Real (FX:USDBRL). As bolsas globais devem experimentar um aumento de volatilidade a curto prazo, especialmente em setores vulneráveis à energia e logística.
No cenário atual, o mercado financeiro observa com atenção a evolução dos acontecimentos. A intensidade e a duração do conflito serão determinantes para definir o comportamento das bolsas de valores, do câmbio e das commodities energéticas nas próximas sessões.
Líder supremo do Irã, Ali Khamenei, está morto, diz Trump
Em comunicado na rede social Truth Social, Trump escreveu: “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto.” Ele afirmou que isso “não é apenas justiça para o povo do Irã, mas também para todos os grandes americanos.”
O presidente americano acrescentou: “Ele não conseguiu escapar da nossa Inteligência e de nossos Sistemas de Rastreamento Altamente Sofisticados. Trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer.”
Trump finalizou a mensagem afirmando que “esta é a maior oportunidade de todas para o povo iraniano retomar seu país.”
(cnn)
Siga-nos nas redes sociais
Fonte: br.-.com