Críticas do Governo Trump às Parcerias Comerciais da Ford com Empresas Chinesas
Na terça-feira, dia 8, o governo do ex-presidente Donald Trump expressou críticas contundentes às parcerias comerciais da Ford Motor Company com empresas chinesas, levantando sérias questões relacionadas à segurança nacional.
Carta ao CEO da Ford
O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, enviou uma carta ao CEO da Ford, Jim Farley, onde apontou que as negociações da montadora com a fabricante chinesa de baterias CATL e com as montadoras Geely e BYD despertaram “profunda preocupação”.
Até o momento, a Ford não forneceu um retorno imediato sobre o pedido de comentário acerca das alegações.
Dependência da Tecnologia Chinesa
Duffy destacou que o Departamento de Transportes dos EUA (USDOT) estava “profundamente alarmado” em relação à dependência da Ford em tecnologia licenciada da fabricante de baterias chinesa CATL em sua planta localizada em Marshall, no estado de Michigan. Essa dependência tecnológica levanta bandeiras vermelhas sobre a segurança e a autonomia da empresa no que diz respeito às suas operações no território americano.
Joint Venture e a Inserção de Tecnologia Estrangeira
O secretário de Transportes também mencionou que a joint venture da Ford com a Geely na Espanha tem contribuído para que “adversários estratégicos” consigam uma posição significativa nos mercados ocidentais. Além disso, as negociações em curso com a BYD para componentes de veículos híbridos podem resultar em uma maior integração de tecnologia estrangeira subsidiada nas cadeias de suprimentos essenciais da Ford.
Produção do Lincoln Nautilus
Duffy também fez observações sobre a decisão da Ford de não transferir a produção do modelo Lincoln Nautilus da China para os Estados Unidos até o ano de 2030, afirmando que essa atitude “deixa uma janela inaceitável de dependência da produção chinesa por vários anos”. Essa declaração revela as preocupações de que, enquanto a Ford permanecer dependente da produção em solo chinês, a empresa poderá enfrentar riscos associados a mudanças políticas e econômicas, bem como desafios em termos de segurança nacional.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
