Ex-executivo de empresa falida alerta sobre fraudes online em pequenas e médias empresas

Derrocada da Saúde Sim

Um ex-executivo da Saúde Sim, uma operadora que encerrou suas atividades após sofrer diversas fraudes e golpes online, compartilha detalhes sobre a falência da empresa. Bruno Araújo, que ocupou a posição de diretor de operações na companhia, revelou em uma entrevista ao documentário intitulado “A Nova Economia do Engano”, lançado na sexta-feira, dia 24, pela produtora Prosa Press, que a Saúde Sim enfrentou problemas graves. “Identificamos, desde fraudes em que um prestador de serviços alterava o peso de pacientes oncológicos para faturar mais em medicamentos, até casos em que um irmão gêmeo utilizava o plano de saúde do outro”, explicou Araújo. Ele ressaltou que, ao se perder a confiança, cada fatura torna-se uma fonte de incertezas e, como consequência, o prejuízo torna-se sistêmico.” O alcance da Saúde Sim era considerável, pois a empresa chegou a atender 72 mil vidas e tinha um faturamento anual de 120 milhões de reais.

Alerta de Segurança Cibernética

Esse caso ilustra o atual cenário identificado em um relatório de 2023, publicado pela IBM, que destaca que 62% dos ataques cibernéticos têm como alvo as pequenas e médias empresas (PMEs). Esse foco se dá principalmente pelo fato de que essas organizações costumam contar com menos recursos para implementar medidas de proteção eficazes contra fraudes digitais. De acordo com Marcelo Sousa, diretor de produtos da Caf, uma empresa global atuante no setor de cibersegurança, a fraude digital se comporta de maneira semelhante a um vazamento de água em uma parede. “Embora uma mancha possa ser descoberta em um ponto específico, a fonte da fragilidade pode se encontrar em um local completamente diferente, seja em uma integração de sistemas ou em uma violação de dados”, afirmou Sousa.

Fonte: veja.abril.com.br

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