Explosões em Caracas
Um incêndio ocorreu em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de explosões na capital, Caracas, no dia 3 de janeiro de 2026. Explosões altas, acompanhadas por sons que lembravam passagens de aeronaves, foram ouvidas em Caracas por volta das 2:00 da manhã (0600 GMT).
Relato de Testemunhas
Diversas explosões abalaram a capital venezuelana na madrugada de sábado, e colunas de fumaça preta puderam ser vistas. Testemunhas relataram sobrevoos de aeronaves na área, conforme informações da Reuters e imagens compartilhadas nas mídias sociais. Um apagão afetou a região sul da cidade, que fica próxima a uma importante base militar.
Causas das Explosões
Não ficou imediatamente claro o que causou os distúrbios que se começaram por volta das 2 a.m. (0600 GMT) ou exatamente onde estavam ocorrendo. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente os vídeos que circulavam nas redes sociais sobre os eventos.
Posicionamento do Presidente dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem prometido repetidamente operações em terra na Venezuela. Embora não tenha detalhado publicamente seus objetivos, ele pressionou secretamente o presidente Nicolás Maduro a deixar o país, de acordo com informações da Reuters. Na segunda-feira, Trump afirmou que seria "inteligente" para Maduro abandonar o poder.
Declarações do Pentágono e do Governo Venezuelano
O Pentágono encaminhou perguntas ao escritório da Casa Branca, que optou por não comentar sobre o assunto. Maduro, por sua vez, acusou o governo Trump de buscar uma mudança de governo para obter acesso às vastas reservas de petróleo da Venezuela.
Medidas de Bloqueio e Ataques
No mês passado, Trump anunciou um bloqueio a todos os navios sancionados que estejam entrando ou saindo das águas venezuelanas como parte de uma estratégia para pressionar Maduro. O presidente colombiano, Gustavo Petro, postou na rede social X: "Neste momento, eles estão bombardeando Caracas. Alerta a todos — eles atacaram a Venezuela. Estão bombardeando com mísseis. A (Organização dos Estados Americanos) e a ONU devem se reunir imediatamente."
Reação de Gustavo Petro
Petro não forneceu informações adicionais nem indicou a origem de suas afirmações, mas manifestou oposição à campanha de pressão dos Estados Unidos.
Aumento Militar dos EUA
Os Estados Unidos realizaram um grande aumento militar na região, incluindo um porta-aviões, navios de guerra e caças avançados posicionados no Caribe. Além do aviso de bloqueio, Trump ampliou as sanções e realizou mais de duas dúzias de ataques a navios que os EUA alegam estar envolvidos no tráfico de drogas nos oceanos Pacífico e Caribe.
Ataques em Território Venezuelano
Na semana passada, Trump afirmou que os Estados Unidos "atingiram" uma área na Venezuela onde barcos estavam sendo carregados com drogas, marcando a primeira vez conhecida em que Washington realizou operações em solo venezuelano desde o início da campanha de pressão. O presidente não especificou se esses ataques foram realizados pela CIA, embora outros meios de comunicação tenham relatado que a agência de espionagem estava por trás das ações.
Acusações de Tráfico de Drogas
Trump acusou o país sul-americano de inundar os Estados Unidos com drogas, e sua administração tem bombardeado barcos que, segundo eles, vêm da América do Sul transportando drogas. Muitas nações condenaram esses ataques como execuções extrajudiciais, enquanto o governo de Maduro sempre negou qualquer envolvimento com o tráfico de drogas.
Fonte: www.cnbc.com