Exportações chinesas enfrentam a maior queda desde fevereiro.

Exportações da China

As exportações da China apresentaram uma queda inesperada em outubro, após meses de antecipação de pedidos dos Estados Unidos, que buscavam contornar as tarifas do governo do ex-presidente Donald Trump. Esse fato evidencia a dependência da potência industrial em relação aos consumidores americanos, mesmo que o país esteja tentando atrair compradores em mercados alternativos.

Esforços de Diversificação

A segunda maior economia do mundo tem se empenhado em diversificar seus mercados de exportação desde a vitória de Trump nas eleições presidenciais de novembro do ano anterior. A China se preparou para uma retomada da guerra comercial que marcou o primeiro mandato de Trump e está buscando estabelecer laços comerciais mais robustos com países do Sudeste Asiático e com a União Europeia.

Impactos nas Vendas para os EUA

Nenhum outro país se aproxima das vendas anuais da China, que somam mais de US$ 400 bilhões em mercadorias destinadas aos EUA. Economistas estimam que essa perda tenha reduzido o crescimento das exportações chinesas em aproximadamente 2 pontos percentuais, o que equivale a cerca de 0,3% do PIB.

Dados Alfandegários

Os dados alfandegários de outubro, divulgados na última sexta-feira, reforçaram essa análise. As exportações da China diminuíram 1,1%, marcando o pior desempenho desde fevereiro, revertendo o aumento de 8,3% registrado em setembro e frustrando as expectativas de um crescimento de 3,0%, conforme uma pesquisa da Reuters.

Percepções dos Especialistas

Zhang Zhiwei, economista-chefe da Baoyin Capital Management, comentou que a corrida para enviar mercadorias aos Estados Unidos antes do aumento das tarifas parece ter diminuído em outubro. Ele sugere que, com o ímpeto das exportações encolhendo, a China pode necessitar depender mais da demanda interna para equilibrar a situação.

Exportações para Outros Mercados

Os dados revelam que as exportações chinesas para os Estados Unidos caíram 25,17% em relação ao ano anterior. Em comparação, as exportações para a União Europeia e as economias do Sudeste Asiático apresentaram um crescimento modesto, de 0,9% e 11,0%, respectivamente.

Opiniões dos Analistas

A maioria dos analistas concorda que os fabricantes chineses já teriam enviado ao mercado global a maior quantidade de produtos possível no momento. Alicia Garcia-Herrero, economista-chefe para a Ásia-Pacífico da Natixis, observa que o Índice de Gerentes de Compras (PMI) já indicava uma ameaça de desaceleração nas exportações chinesas, não apenas devido aos Estados Unidos, mas também em razão da desaceleração da economia global.

Previsões Futuras

Garcia-Herrero acrescentou que as exportações do Vietnã para os Estados Unidos também devem desacelerar assim que o processo de antecipação das entregas, conhecido como front-loading, terminar. Ela acredita que essa situação tornará o quarto trimestre de 2025 significativamente mais desafiador para a China, o que indica que o primeiro semestre de 2026 também apresentará dificuldades para o país.

Variação do Yuan

Após a divulgação dos dados, o yuan chinês apresentou uma leve queda em relação ao dólar americano, registrando sua primeira desvalorização semanal em um período de um mês.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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