Decisão da China sobre Importações de Frango Brasileiro
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declarou na última sexta-feira (7) que a decisão da China em suspender a proibição das importações de frango do Brasil representa um avanço significativo para o comércio bilateral e um reconhecimento da qualidade dos produtos brasileiros.
Contexto do Embargo
A proibição anterior foi imposta pelo país asiático em maio, após a identificação de um caso isolado de gripe aviária no Brasil. A suspensão da restrição terá efeito imediato, permitindo assim a retomada das exportações.
Fávaro lembrou que o Brasil se destacou por não registrar casos da doença em plantéis comerciais por quase duas décadas. “Aconteceu em uma granja e tivemos a oportunidade de demonstrar a robustez do nosso sistema. Em 28 dias, a Organização Mundial de Saúde Animal reconheceu o Brasil livre de gripe aviária novamente, e assim foi gradativamente reconhecido por outros países”, ele explicou, após ter participado de um evento reunindo autoridades da agricultura, em Buenos Aires.
Impactos no Comércio
Seis meses após o embargo, o reconhecimento por parte do maior comprador de carne de frango do Brasil foi consolidado. O ministro descreveu essa data como "importantíssima" para o comércio, para a produção de alimentos brasileiros e para a continuidade de fornecimento à China.
Embora tenha reconhecido alguns prejuízos pontuais adaptativos, Fávaro salientou que o impacto foi atenuado pelo forte consumo interno, que responde por cerca de 70% da produção nacional. “Só por isso já diz que os impactos foram bem menores”, comentou.
Tarifas Impostas pelos EUA
O ministro também abordou as tarifas impostas pelos Estados Unidos, ressaltando que, sob a liderança do governo Lula, o ministério tem se esforçado para diversificar os destinos das exportações brasileiras.
“Conseguimos abrir quase 500 novos mercados para os produtos da pecuária brasileira. O Brasil hoje comercializa soja, milho, algodão, carnes, mas também produtos como gergelim, frutas e outros alimentos. Dessa forma, o impacto das tarifas americanas foi minimizado”, afirmou.
Relação Comercial com os EUA
Apesar das restrições, Fávaro reafirmou que os Estados Unidos continuam sendo grandes parceiros comerciais do Brasil. “A carne brasileira é muito competitiva, tanto pela qualidade quanto pelo preço”, observou.
Ele reforçou que a carne brasileira que é exportada para os Estados Unidos é frequentemente utilizada na produção de produtos processados, como hambúrgueres e almôndegas, enquanto a carne americana é usada para abastecer restaurantes.
“Caso os EUA precisem redirecionar sua própria produção, pode ocorrer uma escassez de carne no mercado”, ele disse.
Consequências da Competitividade
O ministro concluiu que o aumento no preço da carne nos EUA é uma consequência direta da competitividade da produção brasileira: “O Brasil continua sendo um grande exportador, e esse fato resulta em que a inflação nas carnes impacta diretamente o bolso dos consumidores norte-americanos.”
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


