Firmus: 49% das empresas percebem sentimento negativo em relação à situação econômica

Firmus: 49% das empresas percebem sentimento negativo em relação à situação econômica

by Fernanda Lima
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Sentimento Econômico entre Empresas Não Financeiras

A maior parte das empresas não financeiras consultadas pelo Banco Central, representando 49,2%, manifesta um sentimento negativo em relação à situação econômica atual. Dentre essas, 35% expressam um sentimento "discretamente negativo", enquanto 14,2% consideram o sentimento "fortemente negativo".

Dados da Pesquisa Firmus

Essas informações derivam da pesquisa Firmus do quarto trimestre, com dados coletados entre 10 e 28 de novembro. Embora o sentimento negativo tenha permanecido elevado, houve uma leve diminuição em comparação com a edição anterior, correspondente ao terceiro trimestre. Naquele período, 47,8% tinham uma visão "discretamente negativa" e 15,2% um sentimento "fortemente negativo".

Na comparação entre os levantamentos, a proporção de respondentes que indicam ter um sentimento "fortemente positivo" se manteve em apenas 0,4%. Entretanto, aqueles que se disseram "discretamente positivos" aumentaram de 15,2% para 22,5%. Além disso, a parcela de respondentes que apresentou um sentimento neutro subiu de 21,4% para 27,9%.

Percepções sobre a Situação Econômica

O Banco Central observa que "a percepção sobre a situação econômica atual apresentou melhora em relação às três rodadas anteriores, mas continua em patamar negativo". Essa ligeira recuperação no sentimento pode apontar para um leve aumento na confiança entre as empresas, mas ainda não reflete um otimismo consolidado.

Oferta de Crédito

Em relação à oferta de crédito, 67,1% dos respondentes afirmaram que essa permaneceu inalterada em comparação ao trimestre anterior. O índice agregado, entretanto, mostrou um aumento moderado, "refletindo o incremento na proporção de empresas que identificou uma melhora na oferta de crédito", de acordo com o Banco Central.

Expectativas do Setor

Embora o otimismo referente ao desempenho relativo do setor de atuação das empresas tenha permanecido praticamente estável em relação ao trimestre anterior, a autarquia ressalta que isso não implica uma melhora significativa nas perspectivas gerais.

Custos de Mão de Obra e Insumos

As expectativas de aumento nos custos de mão de obra mantiveram-se estáveis, com o índice agregado permanecendo em 4,8%. Por sua vez, o índice agregado das expectativas para os custos com insumos apresentou uma diminuição pelo terceiro trimestre consecutivo, atingindo 4,3%. Essa tendência pode ser indicativa de uma tentativa de controle de custos por parte das empresas, em um cenário econômico ainda desafiador.

Reajustes acima da Inflação

Por outro lado, aumentou a parcela de empresas que planejam ajustar preços acima da inflação, que agora representa 39,6%. Essa alta acontece após três trimestres consecutivos de queda, indicando uma possível mudança nas estratégias das empresas para lidar com os desafios atuais do mercado.

Em suma, a pesquisa Firmus do Banco Central revela uma complexa realidade no cenário econômico brasileiro, onde a maioria das empresas ainda apresenta forte ceticismo, embora sinais de melhora comecem a surgir.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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