Classificação de Crédito da Guararapes
A agência de classificação de riscos Fitch anunciou a elevação da classificação de crédito nacional de longo prazo da Guararapes (GUAR3), proprietária da Riachuelo, que passou de ‘A+(bra)’ para ‘AA-(bra)’. A informação foi divulgada por meio de um comunicado enviado ao mercado na noite da última segunda-feira, dia 19.
A atualização da classificação também se aplica à sétima emissão de debêntures quirografárias, as quais têm vencimento previsto para 2028. A perspectiva para o rating corporativo foi definida como estável.
Expectativas da Fitch para a Guararapes
A Fitch projeta que a Guararapes manterá um perfil financeiro robusto nos próximos anos. A agência estima que a margem Ebitdar, que se refere ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficará em torno de 15% nas operações de varejo. Além disso, espera-se uma alavancagem reduzida e fluxos de caixa livre positivos ao longo deste ano.
Para o ano de 2026, a expectativa de alavancagem financeira é de 2,6 vezes, com uma projeção de redução para cerca de 2,2 vezes em 2027, mesmo com a realização de investimentos mais elevados. A Fitch acredita que a companhia continuará a demonstrar eficiência na gestão do capital de giro, mantendo um perfil de liquidez forte no horizonte do rating.
Os analistas da Fitch ressaltaram que a classificação reflete um posicionamento adequado da Guararapes no setor de moda brasileiro, assim como a força da marca Riachuelo. O cenário, que inclui a volatilidade própria do setor e a previsão de desaceleração no ambiente de consumo em 2026, foi levado em consideração na avaliação.
Ciclo de Transformação da Riachuelo
A Guararapes está passando por um intenso ciclo de transformação que culminará na mudança de seu nome na B3 para Riachuelo, alterando seu ticker de GUAR3 para RIAA3, a partir de fevereiro deste ano.
Em uma entrevista ao portal Money Times, Miguel Cafruni, diretor financeiro (CFO) e responsável pelas relações com investidores da companhia, detalhou como esse processo de mudança se desenrolou. Segundo ele, o ciclo de transformação vem sendo desenvolvido com base no resgate das origens da empresa, além da disciplina na execução das prioridades estabelecidas.
O executivo enfatizou que essa transição se tornou mais evidente após o enfrentamento do período mais desafiador do varejo, caracterizado pela pandemia e pelo elevado índice de endividamento que afetou o setor. Isso levou à necessidade de fortalecer a integração da cadeia produtiva, que inclui a maior fábrica de confecção da América Latina, além de valorizar a capilaridade proporcionada pelas mais de 300 lojas da empresa.
Além disso, a Guararapes implementou uma reorganização na sua operação financeira, que anteriormente enfrentava dificuldades em decorrência de ciclos de crédito irregulares.
Fonte: www.moneytimes.com.br