Fitch reavalia classificação de empresa e coloca nota em alerta negativo

Rebaixamento do Rating da Cosan

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating de inadimplência do emissor (IDR) da Cosan (CSAN3) de BB para BB- e a nota nacional de AAA(bra) para A+(bra). Todas as classificações da holding foram colocadas em observação negativa.

Desempenho das Ações

Por volta de 16h33, as ações da Cosan apresentaram uma queda de 5,12%, destacando-se como o principal ponto negativo do Ibovespa. A subsidiária Raízen (RAIZ4) também registrou uma diminuição de 3,08% em seu valor.

Estrutura Financeira e Dependência de Vendas de Ativos

De acordo com a Fitch, a estrutura financeira da Cosan continua sob pressão. A agência salienta que a companhia ainda se vê obrigada a realizar a venda de ativos para conseguir reduzir sua dívida de longo prazo, o que resulta em uma alavancagem considerada elevada para o nível atual de rating.

Apesar da oferta subsequente de ações com o objetivo de diminuir passivos, os indicadores financeiros continuam frágeis, segundo a avaliação da Fitch. A expectativa é que o índice líquido de empréstimo em relação ao valor fique em torno de 45%. Além disso, a cobertura de juros pelo fluxo de caixa operacional deverá permanecer próxima de 1,0 vez, níveis considerados apertados para a categoria de crédito.

Risco de Desinvestimentos

A Fitch também ressalta o risco associado à execução do plano de desinvestimentos da Cosan. A possibilidade de um novo rebaixamento não pode ser descartada caso a companhia não consiga avançar nas vendas previstas nos próximos meses.

Vencimentos e Fluxo de Caixa Livre

Em contrapartida, a Fitch aponta que a Cosan não enfrenta vencimentos significativos até 2028, o que proporciona alguma margem de manobra no curto prazo. No entanto, essa flexibilidade pode ser comprometida caso o processo de desalavancagem não avance conforme o esperado.

No cenário-base da agência, o fluxo de caixa livre deve oscilar entre neutro e levemente positivo, sustentado, principalmente, pelos dividendos da Compass e Rumo, estimados em cerca de R$ 2,3 bilhões ao ano. Essa projeção não inclui o pagamento de dividendos pela holding nem o suporte financeiro à Raízen.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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