Flávio Bolsonaro apresenta diretrizes econômicas para sua campanha
O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, participou de um evento realizado na capital paulista nesta quarta-feira, dia 11, onde apresentou as diretrizes econômicas de sua campanha. O foco principal de sua agenda será a redução de gastos e impostos, além de privatizações, enfatizando a necessidade de um “pragmatismo” nas relações exteriores.
Propostas de redução de gastos e impostos
Durante sua apresentação para empresários, Flávio Bolsonaro caracterizou parte de sua agenda como um “tesouraço”, que tem como objetivo a diminuição da burocracia, das despesas públicas e da carga tributária. Contudo, o senador não especificou quais gastos ou tributos seriam objeto de corte.
Manutenção de programas sociais
Ele afirmou que não vê viabilidade em implementar medidas que possam causar impacto significativo nos programas sociais existentes. “Programas como o Bolsa Família serão mantidos enquanto as pessoas precisarem. Mas vamos demonstrar, assim como o presidente Jair Bolsonaro, que essas pessoas podem, eventualmente, caminhar com suas próprias pernas sem depender do Estado”, declarou o pré-candidato.
Privatizações em análise
Flávio Bolsonaro também abordou a questão das privatizações, afirmando que, se eleito, a abordagem seria feita “caso a caso”. Ele ressaltou a necessidade de avaliar cada situação, citando uma tendência global de proteção nas esferas econômicas. “Observamos uma mobilização em torno das terras raras, e o Brasil possuí a segunda maior reserva mundial, perdendo apenas para a China. Precisamos de investimento público nesta área. Não estou sugerindo a criação de uma estatal, mas sim a necessidade de parcerias público-privadas”, comentou.
Pragmatismo nas relações exteriores
Em sua apresentação, Flávio Bolsonaro se perfilou como um político do “diálogo”. Ao discutir as relações exteriores em um possível governo, ele expressou a intenção de adotar uma postura pragmática, buscando estabelecer conexões entre os Estados Unidos e a China.
Ele afirmou: “Se eu for eleito presidente, não terei nenhum problema em me reunir com todas as potências. Tenho que dialogar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o mundo árabe, com a Europa”, concluiu.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br