Viagem à África do Sul
Uma fotografia datada de março de 2025 mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é também pré-candidato à Presidência, junto ao senador Weverton Rocha (PDT-MA) e ao advogado Willer Tomaz. A imagem foi revelada pelo jornal O Globo e retrata os três em um momento de lazer durante uma viagem à África do Sul. Weverton e Willer estão sendo investigados por envolvimento em fraudes direcionadas a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Essas irregularidades vieram a público em abril do mesmo ano, após a realização da viagem.
Compartilhamento da Imagem
Conforme informações do veículo piauí, a fotografia foi compartilhada em 10 de março em um grupo de WhatsApp denominado “África do Sul”, que incluía Flávio, Willer, Weverton e suas respectivas esposas. O grupo continha vários registros do safári realizado pelos integrantes, exibindo imagens de elefantes e outros animais da savana africana.
Investigação da Polícia Federal
O material fotográfico foi obtido pela Polícia Federal após a apreensão do celular de Weverton, ocorrida no final do ano anterior. Essa apreensão fez parte da Operação Sem Desconto, que investiga as fraudes envolvendo o INSS. O empresário Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos, também estava presente no grupo de WhatsApp e aparece em outras imagens relacionadas à viagem.
Retrato da Amizade
Em uma nota oficial, Flávio Bolsonaro enfatizou que a relação de amizade entre as famílias é autêntica e legítima. “Qualquer tentativa de insinuar irregularidade a partir dessa afinidade pessoal é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”, afirmou.
Por sua vez, Weverton Rocha destacou que Willer Tomaz é seu compadre e amigo de longa data. “Já fizemos inúmeras viagens juntos em família. Essas são relações privadas, que não envolvem dinheiro ou interesses públicos”, declarou em nota. Ao ser questionado sobre a presença de Flávio na viagem, Weverton não se manifestou.
Ausência de Resposta
O advogado Willer Tomaz também foi contatado pelo Estadão, mas não respondeu até o momento em que esta matéria foi publicada. O espaço segue aberto para qualquer esclarecimento que ele deseje fornecer.
Suspeitas de Lavagem de Dinheiro
Willer Tomaz é alvo de investigações sob a suspeita de ter realizado operações de lavagem de dinheiro para Weverton, além de ter disponibilizado uma aeronave para uso do senador. O advogado já esteve sob o radar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que analisava suspeitas relacionadas às negociações da vacina Covaxin. No entanto, não teve o sigilo quebrado após posicionamentos contrários de Flávio Bolsonaro e aliados.
Durante essa situação, Flávio chegou a se referir publicamente a Willer como “meu amigo”. Por outro lado, Carlinhos, mencionado anteriormente, teve seu indiciamento solicitado no relatório final da CPI por corrupção ativa e improbidade administrativa. Essa solicitação está relacionada a suspeitas envolvendo a VTCLog, empresa da qual é sócio, e um contrato com o Ministério da Saúde. O relatório ainda apontou indícios de superfaturamento de R$ 17 milhões.
Ação da Polícia Federal
Weverton Rocha foi alvo de busca e apreensão em 18 de dezembro, durante a Operação Sem Desconto. No momento da operação, o senador declarou ter recebido a ação com surpresa, mas garantiu que estava à disposição para prestar esclarecimentos assim que tivesse acesso integral à decisão judicial.
Viagens e Relações
O relacionamento entre Flávio e Willer também se estende a outros eventos. Documentos e relatos obtidos pelo Estadão no dia 3 de abril deste ano mostram que Flávio realizou pelo menos duas viagens com a família em 2025 utilizando jatinhos emprestados por empresários.
Em 1º de maio, ele viajou para a Flórida acompanhado da esposa e de Willer Tomaz em um avião executivo de longo alcance que foi emprestado por um empresário. Em outra ocasião, Flávio se deslocou para o Rio de Janeiro em uma aeronave que pertencia a Willer Tomaz. Durante sua campanha eleitoral deste ano, Flávio também utilizou um apartamento que é propriedade da empresa do advogado Willer Tomaz.
Fonte: www.moneytimes.com.br
